JSNEWS – Um homem identificado como Ryan Louis Moscowa, de 27 anos, foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos após abrir fogo contra uma instalação da agência em McAllen, no sul do Texas, na manhã de segunda-feira. O ataque, que ocorreu próximo ao Aeroporto Internacional de McAllen, deixou um policial ferido na perna e gerou restrições temporárias na área, afetando voos locais. As autoridades recuperaram um rifle de assalto, um colete tático, mochilas com munição adicional e outro armamento no veículo do suspeito, um sedan branco de duas portas com inscrições possivelmente em latim na porta do motorista.
O incidente começou por volta das 5:50 da manhã, quando a polícia de McAllen recebeu uma chamada sobre disparos contra o prédio da Patrulha de Fronteira, localizado perto da fronteira com o México. Moscowa, que disparou dezenas de tiros contra agentes que saíam do edifício, foi neutralizado no local pelos agentes da CBP. Um policial de McAllen, com 10 anos de experiência, sofreu um ferimento na perna, possivelmente causado por estilhaços ou uma bala, mas a causa exata ainda está sob investigação.
O chefe de polícia de McAllen, Victor Rodriguez, informou que o suspeito estava vinculado a um endereço em Michigan, mas foi reportado como desaparecido em Weslaco, Texas, cerca de 32 quilômetros da instalação, às 4:00 da manhã do mesmo dia. Horas antes do ataque, por volta das 2:30 da manhã, o pai de Moscowa foi detido pela polícia de Weslaco por uma infração de trânsito. Ele informou às autoridades que estava procurando o filho, que, segundo ele, enfrentava problemas psicológicos e portava armas em seu veículo.
A polícia ainda não esclareceu a motivação do suspeito permanece sob investigação pelo FBI, que lidera o caso. Não há indícios de outros envolvidos, e as autoridades afirmam que não há mais ameaça à segurança pública. O tiroteio ocorre em um momento de intensificação das políticas migratórias da administração do presidente Donald Trump. Embora não haja evidências diretas ligando o ataque às políticas migratórias, o incidente reflete o clima de tensão na região fronteiriça, onde a Patrulha de Fronteira e o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) enfrentam desafios crescentes.
Além do ataque em McAllen, outros incidentes envolvendo disparos contra agentes ou instalações de imigração foram reportados recentemente, destacando os riscos enfrentados por esses profissionais. Em 4 de julho de 2025, em Alvarado, Texas, um policial foi baleado no pescoço em frente ao Centro de Detenção Prairieland, operado pelo ICE, durante um confronto com um grupo de oito suspeitos mascarados vestidos de preto. Segundo postagens no X, os indivíduos, equipados com coletes à prova de balas, danificaram veículos e câmeras de segurança, possivelmente em um ato coordenado contra a instalação. As autoridades locais sugerem que o grupo pode estar ligado a movimentos pró-imigrantes, mas a ausência de confirmação oficial pelo DHS ou FBI deixa a motivação incerta.
O aumento geral de agressões contra agentes do ICE, conforme relatado pelo DHS, inclui poucos tiroteios confirmados, mas a escalada de tensões sugere um ambiente mais hostil.
O Departamento de Segurança Nacional (DHS) relatou, em 20 de junho, um aumento de 500% em agressões contra agentes do ICE desde o início do segundo mandato de Trump. Esses incidentes incluem desde ameaças verbais e agressões físicas até ataques mais graves, como o uso de coquetéis molotov em Los Angeles, em 11 de junho, e o tiroteio em Alvarado. O ataque em McAllen reforça essa tendência, com agentes da Patrulha de Fronteira enfrentando disparos diretos. Protestos violentos, como o de 12 de junho em Omaha, Nebraska, onde manifestantes danificaram propriedades federais durante uma operação do ICE, também contribuem para o clima de hostilidade.
O uso de máscaras por agentes do ICE em algumas operações, embora não mencionado diretamente no incidente de McAllen, é uma prática adotada em contextos de alto risco para proteger a identidade dos agentes e garantir sua segurança. Máscaras, como as usadas por equipes táticas, são comuns em operações em áreas de conflito ou protestos, onde agentes podem ser alvos de retaliação. No caso de Alvarado, os suspeitos usaram máscaras e roupas escuras, uma tática frequentemente associada a grupos ativistas, como o Antifa, para evitar identificação por câmeras de segurança ou autoridades. Essa prática, observada globalmente em protestos de alto risco, permite anonimato e dificulta investigações posteriores.
A escalada de violência contra agentes do ICE é atribuída, em parte, à polarização em torno das políticas migratórias de Trump, como a revogação do TPS e o plano de deportações em massa.
Postagens nas redes tem sugerido que a retórica de proeminentes figuras políticas e da mídia pode incitar ataques violentos, enquanto defensores de imigrantes argumentam que as políticas agressivas do governo provocam resistência. Apesar disso, tiroteios diretos ainda permanecem raros, e o DHS destaca que a maioria das agressões envolve obstrução ou confrontos físicos, não armas de fogo.