
– As batidas do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em fazendas de Vermont, como a de abril de 2025, são um ataque desproporcional aos pequenos produtores, expondo a fragilidade do setor leiteiro frente às megafazendas da Califórnia, que operam com milhares de vacas e automação. Vermont, com 480 fazendas familiares e média de 235 vacas, depende de trabalhadores migrantes (90% da mão de obra), enquanto a Califórnia absorve choques com tecnologia.
Essas ações desestabilizam a produção, elevam preços de alimentos e ameaçam a segurança alimentar em New England, incluindo Massachusetts, em meio a políticas erráticas de Washington.
A operação em Vermont, que deteve oito trabalhadores, abalou a indústria leiteira, pilar de US$ 5,4 bilhões que produz dois terços do leite regional, segundo a Agência de Agricultura de Vermont. A perda de trabalhadores, que compõem 50% da força agrícola nacional (USDA), reduz a produção de leite e derivados, com impactos em toda a cadeia de suprimentos.
A American Farm Bureau Federation alerta: deportações podem cortar 20% da produção, elevando preços de laticínios em 5-7%. Massachusetts, dependente de Vermont para laticínios, enfrentará preços mais altos, afetando famílias de baixa renda e agravando a insegurança alimentar rural. Fazendas, sem capital para automação, repassam custos aos consumidores. A pausa nas batidas anunciada por Donald Trump, contradita pelo Departamento de Segurança Interna, intensifica a incerteza, prejudicando o planejamento e ameaçando falências.
New England, com sua agricultura interconectada, é vulnerável. Interrupções em Vermont elevarão preços de leite em Massachusetts, limitando acesso a alimentos. Sem vistos de trabalho ou incentivos à automação, as batidas do ICE são uma política míope que penaliza pequenos produtores e consumidores.