Por: Alfredo Melo: 1. O Fluminense, último brasileiro a ser eliminado do Mundial de Clubes, segundo jornalistas esportivos, foi longe demais. Contemplado com sorte no sorteio dos grupos, enfrentou times vistos como sem grandes pretensões. Estreou empatando em 0 a 0 com o Borussia, venceu o Ulsan da Coreia do Sul por 4 a 2 e empatou em 0 a 0 com o Mamelodi Sundowns, da África do Sul.
Nas oitavas, venceu a Inter de Milão por 2 a 0; nas quartas, superou o Al Hilal, da Arábia Saudita, por 2 a 1; mas na semi¬final, ao enfrentar um adversário mais qualificado, o Chelsea, foi derrotado por 2 a 0. Para quem não é torcedor do Fluminense, não houve surpresa, pois o Chelsea já havia eliminado o Palmeiras.
A eliminação também trouxe o treinador Renato Gaúcho de volta à realidade. O técnico, conhecido por seu estilo provocador, vinha fazendo declarações como: “Desa¬ o qualquer treinador estrangeiro a fazer com o Fluminense o que estou fazendo.” Na véspera do jogo contra o Chelsea, chegou a questionar jornalistas brasileiros se eles realmente entendiam de futebol ou de esquemas táticos. Renato Gaúcho tem uma peculiaridade: quando não está dirigindo o Grêmio ou o Fluminense, está desempregado.
2. A insistência do diretor de futebol, José Boto, na contratação do atacante Mikey Johnston, do West Bromwich (segunda divisão inglesa), e o veto do presidente Bap à negociação, provocaram uma crise no Flamengo, que pode culminar na saída do português Boto.
A torcida não entende como um atacante com tão poucos gols na segunda divisão da Inglaterra pode ser reforço para o elenco. Outra situação que incomoda é a tentativa de contratação de Carrascal, do Zenit, da Rússia. O jogador foi adquirido pelo clube russo por 5,5 milhões de euros e, mesmo atuando apenas no campeonato russo, está sendo oferecido ao Flamengo por 12 milhões de euros após um ano. Boto está contra a parede.
3. A torcida do Botafogo reclama que o dinheiro da venda de jogadores está sendo utilizado no Lyon. O jornal francês L’Équipe divulgou que, apesar de ter apenas 30 atletas, o Lyon desembolsou salários para 54 jogadores.
A notícia aprofunda a crise que levou ao rebaixamento administrativo do clube, imposto pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG), órgão regulador do futebol francês. Entre as denúncias, estão as compras de Igor Jesus, Jair e Luiz Henrique por 91 milhões de euros, mesmo sem nenhum deles ter atuado pelo Lyon. Segundo o L’Équipe, essa é uma estratégia da Eagle Football, que também é dona do Botafogo, para circular ativos entre os clubes do grupo.
O jornal a¬firma que é o Lyon quem ¬financia as ambições esportivas do Botafogo. E agora, quem está certo?
4. O Fluminense receberá, como premiação pela participação no Mundial de Clubes, 60 milhões de dólares — cerca de 330 milhões de reais. Desse valor, a FIFA deduzirá os custos com hotéis, translado e passagens aéreas. Para quem acha que só no Brasil se cobra imposto, o governo americano aplicou a todos os clubes participantes uma taxa de 40% sobre o valor recebido da FIFA.
Lá fora, paga-se sem reclamar. No Brasil — quem diria — Fluminense, Flamengo e Palmeiras não pagarão impostos sobre essa receita. A exceção é o Botafogo, que por ser uma SAF, será tributado em 5%.
5. O rapper Jay-Z assistiu à partida entre PSG e Real Madrid. O artista americano é dono da empresa Roc Nation Sports, que agencia o jogador Vini Jr. Jay-Z foi ao jogo prestigiar seu cliente.
6. Ao golear o Real Madrid por 4 a 0, o PSG garantiu vaga na final do Mundial de Clubes contra o Chelsea. Antes disso, o PSG já havia goleado o Atlético de Madrid por 4 a 0 e o Inter Miami pelo mesmo placar.
Segundo torcedores do Barcelona, os resultados foram iguais contra os dois clubes de Madrid para evitar brigas por ciúmes. Já o Chelsea venceu o Ben¬fica por 4 a 1. Curiosamente, o Chelsea só não derrotou o Flamengo, e o PSG só não venceu o Botafogo. Qualquer que seja o campeão, terá o “carimbo” do futebol brasileiro.
7. John Textor continua ousado e parece sempre ter um trunfo na manga. O DNCG, órgão regulador do futebol francês, aceitou o recurso da Eagle Football e cancelou o rebaixamento administrativo do Lyon para a segunda divisão, garantindo a presença do clube na Copa UEFA.
Bem, até que enfim o Alfredo Melo assume a verdade que nunca quis calar: ele é o Gatinho Cruel, que agora sai de cena para dar lugar ao seu criador. Enorme criatura no sentido literal, na bondade, no caráter e no conhecimento profundo do futebol e das coisas boas da vida, inclusive pratos deliciosos. Ah, tem também a paixão pelo Botafogo cada dia maior.