JSNEWS – Em 15 de julho de 2025, a deputada republicana Maria Elvira Salazar, ao lado da democrata Veronica Escobar, apresentou a Lei DIGNITY (Dignity Act of 2025), uma ambiciosa proposta bipartidária para reformar o sistema de imigração dos Estados Unidos, descrito como “quebrado” por seus proponentes.
Com mais de 20 copatrocinadores de ambos os partidos, a legislação busca equilibrar segurança na fronteira, regularização de imigrantes indocumentados e modernização do sistema migratório, sendo considerada a mais significativa em décadas.
A Lei DIGNITY oferece um caminho para a legalização de cerca de 10 milhões de imigrantes indocumentados que vivem nos EUA há mais de cinco anos (antes de 31 de dezembro de 2020), desde que não tenham antecedentes criminais.
O Programa Dignidade concede status legal condicional, proteção contra deportação, permissão de trabalho e viagem, exigindo o pagamento de uma “taxa de dignidade” de US$ 700 anuais por sete anos (total de US$ 5.000). REQUISITOS Após cumprir esses requisitos, os imigrantes podem ingressar no Programa da Redenção, que, com uma taxa adicional de US$ 7.500 e mais cinco anos, permite solicitar o green card e, eventualmente, a cidadania. “Dreamers” — imigrantes que chegaram crianças — podem buscar a cidadania diretamente.
A proposta também reforça a segurança na fronteira EUA-México com mais agentes, tecnologia avançada e centros de processamento de asilo em países como Colômbia e Guatemala. As taxas arrecadadas, estimadas em US$ 45 bilhões, financiarão essas medidas. Além disso, a lei moderniza o sistema de vistos, como os programas H-2A e H-2B, e acelera o processamento de asilos para até 60 dias. Apesar do apoio bipartidário, a Lei DIGNITY enfrenta desafios.
Críticos, como a United We Dream, questionam os altos custos das taxas, que podem excluir imigrantes de baixa renda, e veem a proposta como insuficiente para uma reforma ampla.
No Congresso, a tramitação será complexa, especialmente em um cenário político polarizado, com a promessa de deportações em massa do presidente Trump intensificando o debate.
Salazar e Escobar defendem a lei como uma solução de “bom senso”, não uma anistia, que promove dignidade e ordem. O sucesso da proposta dependerá de negociações e da capacidade de superar resistências. Para mais informações, acesse o site oficial da congressista Salazar.