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Natural de Manaus (AM), Antônio Pizzonia, de 45 anos, viveu um episódio polêmico no último sábado (10 de janeiro), quando foi detido por autoridades do Texas, nos Estados Unidos, acusado de agressão com lesão corporal. O incidente ocorreu no Speedsportz Racing Park, em New Caney, durante a etapa de abertura da Superkarts USA Winter Series 2026, competição de kart na qual seu filho, Antônio Pizzonia Neto (cerca de 13 anos), estreava na categoria X30 Junior.
Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram o momento da confusão: um homem discute com o jovem piloto (gesticulando e apontando o dedo), o que Pizzonia interpretou como coação ou intimidação contra uma criança. Instintivamente, o ex-piloto corre em direção ao adulto, aplica um chute estilo “voadora” (karate kick) nas costas seguido de um soco, antes de continuar discutindo enquanto outras pessoas intervêm para separá-los.
Pizzonia foi fichado no Condado de Montgomery por volta das 18h (horário local), passou algumas horas detido e foi liberado no domingo após pagar fiança de US$ 750. Ele responde ao processo em liberdade. Em pronunciamento no Instagram, o amazonense afirmou:
“Indeed there was an incident to which today, I would have reacted in a different way. I understood at that moment that my son, a child, was being coerced by an adult and instinctively I defended him.”
(Tradução: “De fato houve um incidente no qual hoje eu teria reagido de forma diferente. Entendi naquele momento que meu filho, uma criança, estava sendo coagido por um adulto e, instintivamente, o defendi.”)
O filho terminou a prova em nono lugar, mas foi desclassificado da final — o que pode ter gerado o desentendimento, possivelmente relacionado a uma manobra na pista ou crítica à performance.
Destaque na carreira na Fórmula 1
Antônio Pizzonia estreou na Fórmula 1 como piloto de testes da Williams em 2003, mas sua trajetória como titular começou naquele mesmo ano pela Jaguar Racing, onde correu as primeiras 11 provas da temporada ao lado de Mark Webber. Seus resultados foram irregulares, com vários abandonos e um melhor resultado de 9º lugar no GP da Áustria, o que levou à sua substituição por Justin Wilson no meio do ano.
Em 2004, já como piloto de testes da Williams (equipe pela qual já havia trabalhado em 2002), Pizzonia ganhou oportunidade de correr em quatro Grandes Prêmios ao substituir o alemão Ralf Schumacher, afastado por lesão após um acidente nos treinos do GP dos EUA. Foi nessa fase que ele marcou seus primeiros (e principais) pontos na categoria: terminou em 7º lugar no GP da Alemanha e no GP da Hungria (onde obteve sua melhor classificação na carreira, 6º no grid), somando 6 pontos no total. Ele também registrou uma velocidade máxima recorde de 369,9 km/h no GP da Itália daquele ano.
Em 2005, novamente na Williams, Pizzonia substituiu Nick Heidfeld (afetado por concussão) nos últimos cinco GPs da temporada. Seu melhor resultado foi novamente um 7º lugar no GP da Itália (marcando 2 pontos), mas teve incidentes, como uma colisão com Juan Pablo Montoya na Bélgica (que resultou em multa) e abandonos no Brasil e no Japão.
Ao todo, Pizzonia disputou 20 Grandes Prêmios na F1 entre 2003 e 2005, somando 8 pontos no campeonato (15º lugar em 2004 como melhor posição final). Conhecido pelo apelido “Gato do Mato” por sua velocidade e estilo agressivo, ele não conquistou vitórias, pódios ou poles, mas deixou sua marca como um dos substitutos mais destacados da era, especialmente nas oportunidades limitadas que teve.
O caso segue sob investigação judicial nos EUA, e mais detalhes podem surgir com depoimentos oficiais. Pizzonia, que segue ativo em outras categorias de automobilismo, agora enfrenta as consequências de uma reação impulsiva de pai em defesa do filho.


