JSNEWS
De acordo com o gabinete da senadora republicana Susan Collins (R-Maine), a operação intensificada (“surge”) da Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) no estado foi encerrada. A informação foi divulgada em comunicado oficial divulgado na manhã desta quinta-feira (29 de janeiro de 2026).
“Embora o Departamento de Segurança Interna não confirme operações policiais, posso informar que a secretária Kristi Noem me comunicou que o ICE encerrou suas atividades reforçadas no estado do Maine. No momento, não há operações de grande escala em andamento ou planejadas aqui”, declarou a senadora em nota oficial. “Venho insistindo junto à secretária Noem e a outros membros da administração para que o ICE reavalie sua abordagem de fiscalização migratória no estado. Agradeço a disposição da secretária em ouvir e considerar minhas recomendações, bem como sua atenção pessoal à situação no Maine. O ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) continuarão com suas operações normais, que ocorrem há muitos anos. Seguirei trabalhando com a secretária nos esforços para combater a imigração ilegal, o tráfico de drogas e outras atividades criminosas transnacionais.”
While the Department of Homeland Security does not confirm law enforcement operations, I can report that Secretary Noem has informed me that ICE has ended its enhanced activities in the State of Maine.
There are currently no ongoing or planned large-scale ICE operations here. I… https://t.co/kwWVYl7baV
— Sen. Susan Collins (@SenatorCollins) January 29, 2026
O anúncio ocorre em meio ao impacto de um episódio grave: o tiroteio fatal envolvendo agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA no fim de semana em Minnesota, que resultou na morte do enfermeiro de UTI Alex Pretti. O caso gerou forte reação bipartidária e reacendeu debates sobre possível paralisação do governo federal, com democratas exigindo que qualquer pacote de financiamento exclua recursos para o Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona o ICE.
Desde o início da semana passada, agentes do ICE estavam bastante visíveis em Lewiston e na região metropolitana de Portland, como parte de uma ofensiva da administração Trump para deter ao menos 1.400 imigrantes. Embora o governo federal afirme priorizar os “piores entre os piores” (criminosos graves), diversas prisões envolveram pessoas sem antecedentes criminais e com permissão legal para permanecer no país — entre eles, um estudante de 18 anos da University of Southern Maine, um engenheiro civil empregado em uma empresa de Portland e um recruta da corregedoria do condado de Cumberland.
O episódio provocou críticas de autoridades locais, como a governadora Janet Mills (D), que, em coletiva de imprensa na semana passada, classificou a meta de prisões como “bem ampla” e questionou se haveria mesmo tantos fugitivos criminais no estado. Mills também manifestou preocupação com as táticas do ICE e a falta de transparência.
“Nos Estados Unidos, não acreditamos em prisões secretas nem em polícia secreta. Isso é um dos pilares do nosso país e da nossa Constituição”, afirmou a governadora.
Até o momento, os agentes do ICE detiveram pelo menos 200 pessoas no Maine.
A informação foi confirmada por veículos como Reuters, Bangor Daily News, WGME, Portland Press Herald e Spectrum News, com base no comunicado da senadora Collins e em comunicações diretas com a secretária Noem. Não há desmentido oficial do DHS até o momento, embora a pasta evite confirmar detalhes de operações de fiscalização.


