
Boston 04 de Fevereiro d 2026
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, elogiou os esforços de transparência da administração Trump após a divulgação de milhões de documentos relacionados ao financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, destacando a “natureza incestuosa” das elites americanas.
Em entrevista ao Daily Mail publicada em 3 de fevereiro de 2026, Vance comentou sobre a liberação de mais de 3 milhões de páginas, 180.000 imagens e 2.000 vídeos pelo Departamento de Justiça na sexta-feira anterior (30 de janeiro de 2026). Os arquivos, parte do cumprimento da Epstein Files Transparency Act (assinada por Trump em novembro de 2025), incluem menções a figuras como Bill Gates e Bill Clinton.
“Eu acho que isso mostra uma natureza incestuosa nas elites da América, e é bem grotesco”, disse Vance. “Reflete muito mal em muita gente. Bill Gates, Bill Clinton, muitos outros.”
Ele defendeu Trump, que aparece milhares de vezes nos documentos: “O presidente Trump está muito fora desse círculo social. Ele conhece muita gente, tem riqueza e poder semelhantes, mas nunca foi amigo de Epstein da forma que muitos desses outros eram.”
Trump, que prometeu a liberação total dos arquivos durante a campanha de 2024, expressou satisfação com os resultados. No sábado (1º de fevereiro), a bordo do Air Force One, ele disse a repórteres que os documentos o “absolvem” e vão contra o que “algumas pessoas esperavam”. Na terça-feira (3 de fevereiro), afirmou: “Acho que é hora de o país seguir em frente para outra coisa, realmente.”
A inclusão nos arquivos não implica irregularidades. Clinton e sua esposa Hillary concordaram em testemunhar no Congresso sobre laços com Epstein; Gates negou alegações contra si.
Vance também se mostrou aberto à ideia de que Andrew Mountbatten-Windsor (antigo Príncipe Andrew do Reino Unido) preste depoimento no Congresso sobre suas ligações com Epstein (que sempre negou qualquer irregularidade). Referindo-se ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que sugeriu que Andrew deveria cooperar, Vance disse: “Estou certamente aberto a isso. Mas é decisão deles [do Congresso], não minha.”
A liberação, a maior desde a lei de transparência, reforça o compromisso do governo com a accountability.
Outros nomes citados incluem o político britânico Lord Peter Mandelson (agora sob investigação policial no Reino Unido e com pedidos de perda de título nobiliárquico) e vários empresários e políticos.


