
Não é novidade que Washington, sob Donald Trump, vê a Europa como um continente em frangalhos, vítima de suas próprias políticas “woke” e permissivas. Na Conferência de Segurança de Munique, o secretário de Estado Marco Rubio não precisou ser tão agressivo quanto seu vice J.D. Vance no ano anterior, mas manteve o pé firme: a aliança transatlântica precisa de uma reformulação urgente, priorizando interesses americanos. E por quê? Porque a estratégia de segurança nacional dos EUA, divulgada em dezembro, pinta um quadro sombrio – e realista – de uma Europa estagnada economicamente e à beira de um “apagamento civilizacional”. Políticas migratórias frouxas, natalidade em queda livre (média de 1,5 filho por mulher, bem abaixo dos 2,1 necessários para reposição populacional) e erosão de identidades nacionais estão enfraquecendo o continente de dentro para fora. Com milhões de imigrantes de origens culturais distantes chegando anualmente, o risco de substituição populacional é palpável: em duas décadas, populações nativas brancas e cristãs podem se tornar minorias em suas próprias terras, como alertam demógrafos conservadores.
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, tentou rebater, dizendo que essa Europa “decadente” ainda atrai gente – citando até canadenses interessados em aderir ao bloco durante uma visita sua ao Canadá. Mas convenhamos: isso é conversa para boi dormir. Enquanto Kallas defende “avanços para a humanidade” e “prosperidade”, a realidade nas ruas das grandes cidades europeias grita o oposto. Bairros inteiros viraram enclaves estrangeiros, onde o Estado perde o controle e a polícia mal ousa entrar sem reforços. Em Paris, áreas como La Courneuve ou partes de Seine-Saint-Denis são descritas por policiais como “zonas de não-direito”, com gangues dominando e autoridades precisando de operações militares para acessar. Em Bruxelas, Molenbeek – berço de terroristas dos atentados de 2015 – continua um reduto de tensão, onde jovens imigrantes confrontam forças de segurança rotineiramente. Berlim tem distritos como Neukölln, onde a chefe de polícia admitiu publicamente que judeus e homossexuais precisam de cautela em áreas de maioria árabe; e Duisburg conta com dezenas de “no-go zones” onde o monopólio da violência estatal evaporou. Na Suécia, Malmö e Gotemburgo abrigam 23 “áreas vulneráveis” oficiais, segundo relatórios policiais, com criminalidade alta, baixa integração e leis paralelas impostas por comunidades imigrantes. Esses relatos não são invenções americanas – vêm de fontes locais, como relatórios da polícia sueca e alemã, e ilustram uma perda de soberania que acelera o colapso civilizacional.
Kallas critica os “ataques generalizados” ao continente, mas ignora o elefante na sala: a violência importada. Estatísticas não mentem, e elas mostram uma sobrerrepresentação alarmante de estrangeiros em crimes graves. Na Alemanha, onde imigrantes são 15% da população, eles foram suspeitos em 38,8% dos casos de agressão sexual e estupro em 2016, segundo dados oficiais do BKA (escritório federal de investigação). Em 2023, 47,5% dos suspeitos de estupros coletivos eram estrangeiros, com 761 casos reportados – um salto enorme desde os anos 90, quando esses crimes eram raridades. Na Suécia, um estudo de 2021 revelou que 59,2% dos condenados por estupro entre 2000 e 2015 tinham origens imigrantes, com 47,7% nascidos fora do país; outro relatório de 2018 apontou 58% dos condenados por estupro ou tentativa como estrangeiros, muitos do Oriente Médio e África. Esses números, aliados à natalidade baixa dos nativos e taxas mais altas entre imigrantes muçulmanos, pintam um quadro de substituição cultural: normas ocidentais sendo suplantadas por valores importados, com violência como sintoma.
Rubio, em seu discurso, tentou amenizar: “Sempre seremos filhos da Europa”, mas deixou claro que Trump não vai ceder em migração, comércio ou clima. Europeus como o premiê britânico Keir Starmer contra-argumentam com papo de “sociedades vibrantes e diversas“, dizendo que a convivência pacífica nos fortalece. Mas onde está a paz em cidades sitiadas? Essa retórica soa vazia diante da evidência de um continente que prioriza influxos massivos sobre coesão nacional.
No fim das contas, Kallas admite divergências, mas insiste em laços transatlânticos. Trump, porém, acerta na mosca: sem frear a imigração desregrada, a Europa ruma ao abismo – uma lição que o Velho Mundo teima em ignorar, para seu próprio prejuízo.


