
Na Conferência de Segurança de Munique, um fórum de elites globais onde se debate o destino do mundo entre coquetéis, Hillary Clinton quebrou o silêncio sobre o elefante na sala: a migração massiva sob Joe Biden “foi longe demais… disruptiva e desestabilizante“. Falando em um painel sobre “divisões no Ocidente”, ela admitiu: “Migração tem sido um enorme ponto de inflamação… É uma razão legítima para debater. Foi longe demais. Tem sido disruptiva e desestabilizante, e precisa ser corrigida de forma humana, com fronteiras seguras que não torturem e matem pessoas”. Soa razoável? Sim, mas vindo de Clinton – que perdeu 2016 em grande parte por causa das políticas migratórias alienantes de Obama – é puro cinismo. Seu marido, Bill Clinton, e especialmente Obama, abriram as portas para fluxos que enriqueceram Wall Street com mão de obra barata, enquanto Mayorkas, o chefe de fronteira de Biden, deu as boas-vindas a pelo menos 10 milhões de ilegais, mais milhões de legais e trabalhadores com visto. Isso não foi acidente: Mayorkas priorizou migrantes sobre cidadãos, inflou votos democratas e cimentou alianças com investidores.
Clinton, claro, não resiste a culpar Trump. Ela diz que a fronteira não deve “torturar e matar pessoas”, insinuando que as correções de Trump – deportações firmes e barreiras – são cruéis. Mas quem criou o flashpoint? Os presidentes establishment, incluindo os Clintons e Obama, com políticas que forçaram salários para baixo, reduziram investimentos corporativos, inflacionaram moradias e frearam taxas de natalidade nativas. O resultado? Um desastre para americanos comuns, que reagiram reelegendo Trump em novembro de 2024 para limpar a bagunça.
E não é só esquerda: um palestrante no evento, o ministro polonês Radosław Sikorski, lembrou que migração massiva “foi apoiada por décadas por empresários republicanos que queriam mão de obra barata da América Latina”. Não é ideia puramente de esquerda ou direita – é establishment contra povo. Mas desde 2024, democratas radicais dobraram a aposta: migração é “boa”, agências de fronteira são “ruins”, e até moderados defendem influxos para baixar salários americanos.
Clinton, tentando soar equilibrada, defende sua agenda progressiva: “Entendo impulsos conservadores… Estamos lutando uma batalha ideológica antiga. Há quem se sinta confortável em um mundo mais aberto e tolerante, e quem se preocupa com impactos em instituições como família e comunidade”. Ela elogia expansões de liberdade – direitos para negros, mulheres, gays – como “bênção”. Mas comparado ao radicalismo de Obama e Mayorkas, que destroem sociedades com migração ilimitada, Clinton parece moderada. Ainda assim, é retórica vazia: enquanto ela fala em “estrutura familiar forte como base da civilização”, as políticas democratas diluem identidades nacionais e sobrecarregam comunidades.
Antes de Clinton, o secretário de Estado Marco Rubio explicou a alternativa de Trump: baixa migração, alta tecnologia, priorizando soberania e reindustrialização. Sob Trump, salários sobem, custos de moradia caem, inflação recua, transportes barateiam, crime despenca, e corporações investem em produtividade americana. Europeus tentam crescer com migração barata e de baixa qualificação – um erro que Trump evita, focando em cidadãos e inovação.
Mas establishment republicano e progressistas se unem contra: democratas prometem benefícios governamentais para migrantes e cidadãos, em vez de salários reais. Trump? Pro-cidadão, pro-salários. Clinton pode admitir o erro agora, mas é tarde: o povo já escolheu. Hipocrisia exposta, lição aprendida – ou não, no caso dos democratas.


