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Washington – O Departamento de Estado dos Estados Unidos vai oferecer, a partir de 1º de julho, um serviço expresso pago que permite a candidatos a visto de turismo ou negócios (B-1/B-2) agendar a entrevista consular em até 10 dias úteis. O custo adicional é de US$ 750, além da taxa normal de processamento de US$ 185.
A medida, anunciada como programa-piloto de seis meses (até 31 de dezembro de 2026), foi detalhada em uma regra temporária publicada no Federal Register. O objetivo é testar a demanda por agendamentos acelerados em embaixadas e consulados selecionados, sem alterar os critérios de aprovação do visto nem acelerar o processamento após a entrevista.
Como vai funcionar
Os solicitantes deverão primeiro preencher o formulário DS-160 e pagar a taxa padrão. Depois, no sistema de agendamento, poderão optar pelo serviço premium, que libera vagas dentro de 10 dias úteis — desde que haja disponibilidade no posto participante. As vagas serão limitadas e só estarão disponíveis em locais específicos, cuja lista será divulgada no site oficial [travel.state.gov](https://travel.state.gov).
O Departamento de Estado ressalta que o pagamento não garante a concessão do visto. Candidatos continuam sujeitos à mesma análise de elegibilidade, incluindo a demonstração de laços fortes com o país de origem e intenção de retornar. O serviço também não afeta o chamado “processamento administrativo” de segurança, que pode demorar meses em alguns casos.
Contexto de longas esperas
O piloto surge em meio a filas históricas para vistos B-1/B-2 em vários países, especialmente na América Latina e Ásia. Em alguns consulados, a espera por uma entrevista ultrapassa um ano. O governo Trump, que adotou uma linha mais restritiva de imigração, argumenta que o modelo pago exige menos recursos consulares do que o atual sistema gratuito de urgência (reservado a emergências médicas, funerais etc.).
Especialistas em imigração veem a iniciativa como uma forma de gerar receita e aliviar pressão sobre o sistema, mas alertam para o risco de criar uma “fila de ricos”. “É uma solução pragmática para quem pode pagar, mas não resolve o problema estrutural de falta de pessoal consular”, avalia um advogado de imigração consultado pelo JSNEWS.
Reação no Brasil
No Brasil, onde a demanda por vistos americanos é alta, a novidade deve interessar especialmente empresários, participantes de eventos e turistas com viagens marcadas. Ainda não se sabe se os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre ou Brasília participarão do piloto.
Advogados de imigração recomendam que os interessados monitorem o site do Departamento de Estado e os portais de agendamento (como ustraveldocs.com) a partir de julho. Quem não puder ou não quiser pagar o extra continuará dependendo das vagas normais ou do pedido gratuito de urgência, que exige comprovação documental.
O programa será avaliado ao final de 2026. Dependendo dos resultados, o serviço pode ser ampliado ou ajustado — inclusive no valor da taxa.
Com informações do Federal Register, Associated Press e Fragomen Global.


