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BOSTON — Um brasileiro de 22 anos que mora em Milford, Massachusetts, se declarou culpado na terça-feira (29) de acusações federais relacionadas ao transporte e à posse de material de abuso sexual infantil. Segundo os promotores americanos, parte das imagens havia sido produzida no Brasil e levada por ele aos Estados Unidos.
Joao Carlos Tavares Da Silva admitiu a culpa perante a Justiça federal em Worcester. A sentença foi marcada para 29 de janeiro de 2027 pela juíza Margaret R. Guzman. Ele havia sido preso e acusado em janeiro deste ano.
De acordo com a Procuradoria-Geral dos EUA em Massachusetts, Tavares Da Silva é alvo de um mandado de prisão pendente no Brasil por acusações que incluem estupro de vulnerável e crimes relacionados à produção, gravação e comercialização de material de conteúdo sexual envolvendo crianças ou adolescentes.
As autoridades americanas afirmam que, durante uma busca na residência do brasileiro em Milford, foram apreendidos vários dispositivos eletrônicos. Em um deles, investigadores encontraram imagens de abuso sexual infantil envolvendo uma vítima identificada no Brasil.
Segundo os promotores, as imagens foram produzidas no Brasil e posteriormente transportadas para os Estados Unidos em um telefone celular que Tavares Da Silva levou consigo quando se mudou para Massachusetts, em maio de 2025.
A acusação de transporte de material de abuso sexual infantil prevê pena mínima obrigatória de cinco anos e máxima de 20 anos de prisão. Já a acusação de posse prevê pena de até 20 anos. Cada crime pode ainda resultar em até prisão supervisionada por toda a vida e multa de até US$ 250 mil.
A Procuradoria informou que, depois do cumprimento de eventual pena, Tavares Da Silva estará sujeito à deportação dos Estados Unidos. A sentença será definida pela Justiça federal com base nas leis aplicáveis e nas diretrizes federais de condenação.
O caso foi investigado com participação do Departamento de Polícia de Milford e da Polícia Estadual de Massachusetts e faz parte do Project Safe Childhood, iniciativa nacional do Departamento de Justiça criada em 2006 para combater a exploração e o abuso sexual de crianças.
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