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Sete juízes federais de Minnesota estão sob investigação de conduta por declarações à imprensa sobre a operação de imigração do governo Trump no Estado. A queixa, apresentada na quarta-feira pelo Departamento de Justiça, não julga as sentenças.
O procurador-geral Todd Blanche pediu ao Tribunal de Apelações do 8º Circuito que examine se falas de Patrick J. Schiltz, nomeado por George W. Bush, e de John R. Tunheim, indicado por Bill Clinton, violaram regras que limitam pronunciamentos sobre casos em andamento. Outros cinco magistrados não foram nominados. Na reportagem de 17 de setembro, Schiltz classificou a Operação Metro Surge como ameaça ao Estado de direito. Tunheim disse que, a seu ver, os detidos não eram “criminosos perigosos na rua”. O DOJ chama as falas de partidárias. Schiltz afirmou estar dentro das regras éticas.
O indício que o governo usa para falar em favorecimento está no padrão das decisões, não na queixa. Entre dezembro de 2025 e o início de 2026, o tribunal recebeu mais de mil habeas corpus contra 73 no ano anterior. No primeiro trimestre de 2026 foram 1.116; no mesmo período de 2025, duas. Quase todos os juízes distritais ficaram do lado dos detidos e mandaram soltar ou dar audiência de fiança, rejeitando a tese da ICE de prisão obrigatória sem fiança.
Em 28 de janeiro, Schiltz escreveu que a ICE teria descumprido quase cem ordens só naquele mês, inclusive de soltura, e que “a ICE não é uma lei em si mesma”. Em 25 de março, o 8º Circuito decidiu por 2 a 1 que a lei manda deter. O procurador federal Daniel Rosen disse que cerca de mil ordens de soltura do distrito “estavam simplesmente erradas”. A questão segue recorrida e pode ir à Suprema Corte.
Depois do precedente, a taxa caiu, mas não zerou. Levantamento da FOX 9 sobre 132 habeas posteriores contou 67 solturas, 26 audiências de fiança e 33 casos em que a detenção obrigatória foi mantida. O Center of the American Experiment, órgão crítico à operação dos juízes, afirma que Schiltz negou dois e concedeu soltura em dez dos doze casos que decidiu após o acórdão.
Os processos não anulavam pena criminal. Discutiam detenção administrativa. Num deles, Schiltz soltou em 48 horas um homem citado por agressão doméstica, sem condenação, e escreveu que citação “não é mais do que uma acusação”. Noutro, um refugiado condenado por conduta sexual criminosa de quarto grau, pena já suspensa, não foi solto de imediato: o juiz exigiu que o governo justificasse a prisão. Alfredo Aljorna e Julio Sosa-Celis, acusados de agredir agente da ICE, foram soltos na vara criminal por Paul Magnuson e presos de novo pela ICE na saída do fórum. Schiltz só impediu a transferência para fora do Estado.
Dados da operação, analisados pela MPR, mostram que menos de um quarto dos mais de 3.700 presos em Minnesota tinha condenação. A investigação de conduta, formalmente, ainda é sobre o que os juízes disseram à imprensa.


