Tiago Prado
Segundo Tiago Prado, CEO e fundador do Imigrante Rico Hub, esta é uma janela histórica que precisa ser analisada com maturidade. “O chamado ‘sonho americano’ não se resume a enriquecer. Para a maioria, significa não quebrar, ter tranquilidade e construir uma trajetória sólida”, afirma Prado, que vive e empreende nos EUA há 25 anos. O “Silver Tsunami” refere-se à aposentadoria em massa da geração Baby Boomer.
Milhões de proprietários de empresas com mais de 55 anos estão prontos para deixar seus negócios, mas, diferentemente do Brasil, onde a sucessão familiar é comum, nos EUA os filhos frequentemente seguem outros caminhos. O resultado é um vácuo de liderança em negócios perfeitamente viáveis.
Oportunidade Estratégica Não se trata de empresas falindo, mas de negócios com décadas de operação, clientes ativos e histórico financeiro consistente que precisam de continuidade. São negócios locais que sustentam comunidades inteiras, como construção, manutenção, alimentação e serviços especializados. Para o imigrante, assumir uma empresa já existente representa um risco significativamente menor do que começar do zero. “Há negócios com décadas de funcionamento que permitem analisar margens reais, fluxo de caixa e potencial de expansão. Empreender, nesse contexto, não é impulso, é estratégia”, explica Prado.
Esta realidade desafia a percepção de que o imigrante está restrito ao subemprego. “O imigrante está em todas as camadas da sociedade americana: há profissionais liberais bem-posicionados, pequenos e médios empresários consolidados e presença relevante no topo da pirâmide econômica”, ressalta Prado. Mesmo com as recentes fl utuações econômicas, os Estados Unidos continuam sendo um dos ambientes de negócios mais previsíveis do mundo, com regras claras e contratos respeitados, favorecendo o planejamento de longo prazo.
Ignorar a aposentadoria em massa de empresários americanos é deixar de observar uma das transformações econômicas mais relevantes da atualidade. A oportunidade não é para todos, mas exige uma análise cuidadosa de quem busca construir uma vida estável e próspera no país. Como conclui Prado, “A pergunta não é se todos devem empreender.
A pergunta é: estamos preparados para entender as oportunidades que surgem quando uma geração inteira decide se aposentar?”


