
JSNews – 28 de janeiro de 2026
Em meio ao debate nacional sobre as operações de imigração em Minneapolis, novas informações emergem sobre Alex Pretti, o enfermeiro de 38 anos fatalmente alvejado por agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (CBP) em 24 de janeiro. Inicialmente retratado por familiares e colegas como um “homem de alma gentil” e dedicado cuidador de veteranos no Hospital de Veteranos de Minneapolis, Pretti tem sido elevado a símbolo de resistência pacífica contra as políticas de imigração do governo Trump. No entanto, relatos recentes, ancorados em fontes críveis, começam a desvelar facetas mais nuançadas, sugerindo que sua participação em protestos não se limitava a observações distantes, mas envolvia intervenções diretas que escalaram para confrontos físicos.
Uma reportagem da CNN, publicada em 27 de janeiro e replicada por veículos como Yahoo News e AOL, detalha um episódio ocorrido cerca de uma semana antes da morte de Pretti, no qual ele sofreu uma costela quebrada durante uma interação com agentes da Imigração e Alfândega (ICE). Segundo o relato, Pretti parou seu veículo ao avistar agentes federais perseguindo o que descreveu como um indocumentado a pé, saiu do carro e iniciou gritos e o uso de um apito para protestar. Em seguida, cinco agentes o derrubaram ao chão, com um deles se apoiando em suas costas, resultando na fratura. Pretti, conforme confidenciou posteriormente, acreditou que poderia morrer naquele momento. Ele foi liberado no local sem detenção formal.
O relato do incidente da costela quebrada vem de uma fonte anônima que pediu anonimato ‘por medo de retaliação’. Não se sabe se esse medo era dos ativistas (para preservar a imagem de ‘bom samaritano’ de Pretti), dos agentes do ICE/governo federal (devido à coleta de dados sobre protestantes e negação oficial de registros) ou de outro fator. O que é concreto: o relato é único, baseado no que Pretti confidenciou depois, corroborado por registros médicos (medicação compatível com fratura), mas sem testemunhas oculares adicionais citadas ou vídeo público — diferente do confronto fatal, que tem múltiplos vídeos de observadores.
Essa narrativa é corroborada por outras fontes independentes. O New Republic, em artigo de 27 de janeiro, reforça que agentes federais já monitoravam Pretti, coletando dados sobre “agitadores” por meio de um formulário interno denominado “intel collection non-arrests”. Esse mecanismo, conforme memo do Departamento de Segurança Interna (DHS), visa registrar informações sobre protestantes que interferem em operações, incluindo placas de veículos e identificações, sem necessariamente resultar em prisões imediatas.
O DHS, por sua vez, nega qualquer registro oficial do incidente anterior, afirmando que protocolos padrão são seguidos apenas em casos de obstrução ou agressão clara contra oficiais. Em declaração à CNN, a assistente-secretária do DHS, Tricia McLaughlin, enfatizou: “Quando nossos agentes de aplicação da lei encontram um agitador violento que infringe a lei, obstrui a aplicação ou os agride, registramos para avançar na persecução. Isso não é inovador, é protocolo padrão.” Ela também refutou a existência de um “banco de dados de terroristas domésticos”, destacando que o monitoramento visa proteger oficiais de ameaças reais, como assaltos ou obstruções durante missões legítimas de imigração.
Outras reportagens, como as do The New York Times e do Hindustan Times, sincronizam vídeos do confronto fatal de 24 de janeiro, mostrando Pretti filmando com um celular enquanto tentava auxiliar uma mulher no chão durante uma operação do ICE. Embora armado legalmente com uma pistola em coldre (porte oculto válido há três anos), não há indícios de que ele sacou a arma; os agentes o desarmaram após derrubá-lo, culminando em disparos. Esses elementos, somados ao episódio da costela, indicam que Pretti, embora sem histórico criminal significativo além de multas de trânsito, optava por se posicionar ativamente em cenários tensos, ignorando alertas familiares sobre os riscos.
À medida que investigações prosseguem — com o FBI examinando comunicações de grupos anti-ICE e o DHS defendendo suas operações como essenciais para a segurança nacional —, a imagem de Pretti evolui de um samaritano imaculado para a de um indivíduo real, engajado em causas com paixão, mas exposto a episódios de tensão física, como o da costela quebrada. Essa evolução não diminui o debate sobre o uso de força por agentes federais, mas convida a uma análise mais equilibrada, reconhecendo os desafios enfrentados pelo ICE em contextos de protestos intensos. Fontes como a CNN e o New Republic continuam a monitorar o caso, prometendo atualizações à luz de novas evidências.


