JSNEWS – O crescente apoio nas redes sociais a indivíduos acusados de assassinatos, como Luigi Mangione, Elias Rodriguez e Rodney Hinton Jr., tem gerado alarme entre especialistas, que veem nesse fenômeno um sinal de erosão dos valores democráticos. Segundo Nicholas Creel, professor de ética da Georgia College and State University, em entrevista à Fox News Digital, o respaldo público a esses suspeitos, motivado aparentemente pela percepção de que as vítimas pertencem a grupos políticos opostos, é um “sinal extremamente preocupante” para a sociedade. “A democracia exige compromisso com valores como a resolução pacífica de conflitos. Sem isso, corremos o risco de um colapso mais amplo do estado de direito, que pode levar a atrocidades em massa”, afirmou.
Elias Rodriguez, de 31 anos, é acusado de matar Yaron Lischinsky e Sarah Milgrim, um jovem casal ligado à Embaixada de Israel, na noite de quarta-feira, 21, em frente ao Capital Jewish Museum, em Washington, D.C. Luigi Mangione, de 26 anos, enfrenta acusações de assassinato em primeiro grau por terrorismo, perseguição e outros crimes, após supostamente atirar em Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, em Manhattan, em 4 de dezembro de 2024. Já Rodney Hinton Jr., de 38 anos, é acusado de homicídio agravado por atropelar intencionalmente Larry Henderson, um ex-xerife aposentado, em Cincinnati, no dia 2 de maio, um dia após a polícia matar seu filho em uma perseguição.
Especialistas destacam que o apoio a esses acusados, incluindo doações financeiras e manifestações online, reflete uma tendência perigosa. Creel compara o fenômeno ao suporte recebido por Thomas Crooks, de 20 anos, que tentou assassinar o então candidato presidencial Donald Trump em 2024, em um comício na Pensilvânia, antes de ser morto por policiais. “Quando uma parcela crescente da população passa a endossar esse tipo de comportamento, cria-se um terreno fértil para uma tomada autoritária, que pode levar a atrocidades em massa“, alertou Creel.
No caso de Rodriguez, a polícia de Washington informou que ele foi visto andando de um lado para o outro antes de abrir fogo contra um grupo que saía do museu, gritando “Palestina livre!” ao ser detido. Mangione, por sua vez, proferiu críticas ao sistema após sua prisão na Pensilvânia, chamando as acusações de “insulto à inteligência do povo americano”. Hinton, que se declarou não culpado, teria agido motivado pela morte de seu filho.
Ania Rynarzewska, professora de marketing e colega de Creel, aponta que as redes sociais amplificam esses comportamentos ao dar voz a indivíduos que se sentiam marginalizados. “Após incidentes como o assassinato de Thompson, as pessoas começaram a expressar suas opiniões online e sentiram-se mais empoderadas, como se representassem a maioria”, explicou. A pesquisa de ambos mostra que jovens isolados encontram nas redes sociais comunidades que reforçam visões radicais, normalizando comportamentos violentos.
Paul Mauro, ex-inspetor da Polícia de Nova York e colaborador da Fox News, classifica os acusados como “uma classe especial de perdedores violentos”, jovens que, próximos dos 30 anos, aderem a crenças radicais alimentadas por fóruns online. Ele sugere que as autoridades investiguem o financiamento de universidades americanas por organizações não governamentais, especialmente de países adversários, como o Irã, que poderiam influenciar jovens suscetíveis. “Eles são manipulados em bolhas hiperprogressistas, acreditando estar do lado da justiça”, criticou Mauro.
Creel reforça que a normalização de apoio à violência entre jovens, especialmente em fase de formação de valores, é um risco para a democracia. “Quando posições marginais, como apoiar assassinatos, são vistas como normais, isso molda uma geração que pode tolerar a violência”, alertou. Mangione e Hinton negaram as acusações, e seus advogados foram contatados para comentário. Enquanto isso, o fenômeno do apoio online a acusados de crimes graves continua a desafiar os fundamentos da convivência democrática nos EUA.