JCEditores – Um imigrante da Guatemala foi preso por atear fogo numa passageira que dormia numa composição do metrô no Brooklyn, em Nova York na manhã de domingo, 22. Imagens obtidas pelo “NY Post” mostram que o suspeito ficou assistindo a sua vítima ser queimada até a morte no que a polícia local chamou de “um dos crimes mais depravados que uma pessoa pode cometer”.
A vitima, uma mulher não foi identificada, estava sentada imóvel a bordo de um trem parado na estação de metrô Coney Island – Stillwell Avenue, no Brooklyn quando um homem se aproximou dela e usou um isqueiro para atear fogo em suas roupas.
Os policiais usaram extintores de incêndio para apagar o fogo e a mulher foi declarada morta no local pelos socorristas.
O suspeito foi teve sua imagem divulgada nas redes sociais pela Policia de NY e foi preso, horas após o incidente tarde, ele foi identificado como Sebastian Zapeta, 33 anos, um imigrante guatemalteco e esta sendo acusado homicídio em primeiro e segundo graus, bem como incêndio criminoso em primeiro grau.
Indiferença
Para Curtis Sliwa, fundador e ativista local da organização sem fins lucrativos “Guardian Angels”, este recente ato de violência em um metrô de Nova York se a indiferença e a completa falta de empatia motivada por outros casos em que pessoas que tentaram ajudar um outra em situação de risco no metro de NY acabaram sendo envolvidas problemas que até então, não pertenciam a eles, como o que ocorreu com o ex-fuzileiro Daniel Penny.
“Acho que isso se deve ao efeito assustador que a situação de Daniel Penny provocou em toda a cidade. Não foi um caso racialmente motivado como foi inicialmente retratado pela mídia, o certo é que as pessoas simplesmente não querem se envolver”, disse Sliwa. O ativistas descreveu a cena caótica em que segundo ele, as pessoas ficaram vendo uma pessoa sendo queimada e ninguém tentou ajuda-la, elas apenas filmaram e não cooperaram com as autoridades.
“As pessoas não querem ter suas vidas invadidas e serem arrastados a um tribunal, as vezes sendo processados e terem suas vidas virada pelo avesso, sendo expostas por terem defendido alguém de uma agressão.”
Daniel Penny, 26, um veterano da marinha e estudante de arquitetura, foi preso em maio de 2023 após ter lutado contra Jordan Neely no metrô de NY. Na ocasião Neely estava sob efeito de drogas e ameaçava matar as pessoas que estavam num vagão em um metro em Manhattan, quando Penny imobilizou com uma “chave de braço” e durante a luta que se seguiu Neely morreu no metrô.
Neely tinha um mandado de prisão ativo e um longo histórico criminal e sofria de de esquizofrenia agravado com o abuso de drogas e álcool.
Curtis Sliwa disse que o caso de Neely tem algumas semelhanças com a de Zapeta, de acordo com a imprensa, o imigrante guatemalteco tinha histórico de consumo da droga sintética K2 e bebia vodca barata.
“Ninguém se envolveu, ninguém tentou socorrer a vitima , acho que cada vez mais você verá os cidadãos comuns recuarem diante de tais coisas“, explicou Sliwa.
A governadora de Nova York Kathy Hochul recebeu criticas nas redes sociais após afirmar diversas vezes que o sistema de metro da cidade se tonou um lugar seguro graças aos seus esforços, alegando que a criminalidade diminuiu nos trens da Big Apple desde que ela colocou a Guarda Nacional para patrulhar as estações em março deste ano. A mulher foi queimada viva no metrô no mesmo dia que a governadora fez esse anuncio.