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Ripley, West Virginia – 27 de janeiro de 2026
Uma bibliotecária de 39 anos, Morgan L. Morrow, foi detida na noite de domingo (26 de janeiro) no condado de Jackson, em Virgínia Ocidental, acusada de fazer ameaças terroristas ao supostamente tentar recrutar pessoas, por meio de postagens no TikTok, para perseguir e assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Jackson, a prisão ocorreu após uma investigação detalhada conduzida por agentes locais e pelo Bureau de Investigações do condado. As autoridades foram alertadas na noite de 25 de janeiro sobre conteúdos publicados em uma conta pública da rede social TikTok, atribuída a Morrow.
Uma das postagens destacadas na queixa criminal dizia: “Surely a sniper with a terminal illness can’t be a big ask out of 343 million” (em tradução aproximada: “Certamente um atirador de elite com doença terminal não pode ser muito pedir entre 343 milhões de pessoas”). O texto foi interpretado pelas autoridades como um apelo público para que indivíduos dispostos executassem o assassinato do presidente, explorando a ideia de um ato suicida por parte do executor.
Morrow, que atuava como bibliotecária na Jackson County Public Library, em Ripley, foi levada à residência para interrogatório. Após ser informada de seus direitos constitucionais (leitura dos direitos Miranda), ela admitiu ser a autora das postagens e confirmou que a ameaça era direcionada ao presidente Trump, mencionando “razões pessoais” – detalhes que não foram divulgados publicamente. A acusada negou qualquer plano de executar pessoalmente o ato, mas reconheceu que suas declarações, veiculadas publicamente nas redes sociais, poderiam gerar medo, alarme ou perturbação.
O xerife Ross Mellinger declarou, em entrevista na segunda-feira, que alguns dos conteúdos eram “bastante gráficos” e que Morrow “parecia orgulhosa do que havia postado”. Ele enfatizou que a ação não tem caráter político: “Todos têm direito às suas opiniões, mas isso não autoriza ameaças contra a vida de alguém”.
Morrow foi encaminhada à South Central Regional Jail. Na segunda-feira (27 de janeiro), compareceu perante a magistrada Laura Pursley, no Tribunal de Magistrados do Condado de Jackson, para a audiência inicial de apresentação de acusação. Foi fixada fiança de US$ 75 mil (em bens ou caução), valor que não foi quitado. Ela permanece sob custódia na unidade prisional regional, à espera de próximos atos processuais – não há data marcada para audiência subsequente até o momento.
O FBI (Federal Bureau of Investigation) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos foram imediatamente notificados. O xerife confirmou contatos com as duas agências federais na manhã de segunda-feira. Embora o caso seja tratado inicialmente como uma infração criminal local – violação do Código da Virgínia Ocidental 61-6-24(b), que tipifica ameaças terroristas –, pode evoluir para investigação federal dada a natureza da ameaça contra o presidente.
A Jackson County Public Library divulgou nota oficial em sua página no Facebook ainda no domingo à noite: “Os comentários feitos recentemente por uma funcionária não refletem a missão, os valores ou os padrões de conduta da nossa organização. Levamos muito a sério nossas responsabilidades junto ao público e aos apoiadores, e estamos comprometidos com o profissionalismo, o respeito e a integridade em tudo o que fazemos. As opiniões expressas são de caráter individual e não representam a posição da instituição. Estamos tratando o assunto internamente, de acordo com nossas políticas e procedimentos estabelecidos”.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação inicial de trechos dos vídeos por perfis influentes nas redes sociais, o que acelerou a resposta das autoridades locais. Até o final da tarde desta terça-feira (27 de janeiro de 2026), não há registros de novas atualizações significativas, como liberação sob fiança, alteração da acusação ou avanço na investigação federal.
O episódio reforça o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e incitação criminal em plataformas digitais, especialmente quando envolvem figuras de alto risco como o presidente dos Estados Unidos.


