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Juiz de Fora, 24 de fevereiro de 2026 – As fortes chuvas que assolam a região da Zona da Mata de Minas Gerais desde o início da semana deixaram um rastro de destruição, com pelo menos 16 mortes confirmadas, dezenas de desaparecidos e centenas de famílias desabrigadas. As cidades de Juiz de Fora e Ubá foram as mais afetadas, com deslizamentos de terra, soterramentos, alagamentos e transbordamento de rios. A prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública, enquanto equipes de resgate trabalham incansavelmente para localizar sobreviventes. A previsão meteorológica indica que as chuvas intensas devem persistir, agravando o risco de novos incidentes.
Balanço de Vítimas e Desaparecidos
De acordo com atualizações da Prefeitura de Juiz de Fora e do Corpo de Bombeiros, 14 pessoas morreram na cidade em consequência das chuvas entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24). As vítimas foram registradas em sete bairros diferentes, principalmente por soterramentos: quatro na Rua Natalino José de Paula (bairro JK), quatro na Rua Orville Derby Dutra (Santa Rita), dois na Rua João Luís Alves (Vila Ideal), e uma em cada um dos seguintes endereços: Rua José Francisco Garcia (Lourdes), Rua Eurico Viana (Vila Alpina), Estrada Athos Branco da Rosa (São Benedito) e Rua Jacinto Marcelino (Vila Olavo Costa). Em Ubá, duas mortes foram confirmadas após o transbordamento do rio Ubá, elevando o total regional para 16 óbitos.
Além das mortes, há 45 desaparecidos na região, incluindo sete crianças, com buscas concentradas em áreas como o bairro Parque Burnier, em Juiz de Fora, onde nove pessoas foram resgatadas com vida de um soterramento. No total, foram registrados pelo menos 20 soterramentos de imóveis apenas em Juiz de Fora.
Pessoas Desabrigadas e Afetadas
A Defesa Civil de Juiz de Fora estima que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas na cidade, tendo perdido suas moradias devido aos deslizamentos e inundações. Centenas de famílias foram impactadas diretamente, com relatos de casas invadidas por lama e água, além de interrupções em serviços essenciais. Em uma estimativa mais ampla, considerando desalojados e afetados por alagamentos, quedas de barreiras e interrupções viárias, o número de pessoas impactadas pode superar 5 mil na região, com base em balanços semelhantes de eventos recentes. Em Ubá, embora números precisos de desabrigados não tenham sido divulgados até o momento, há relatos de famílias desalojadas devido ao transbordamento do rio, afetando áreas centrais e ribeirinhas.
Prejuízos Estimados
Os prejuízos materiais ainda estão em fase de avaliação pelas autoridades, mas incluem danos em residências, veículos soterrados, quedas de barrancos e alagamentos em vias públicas. Em Juiz de Fora, foram registradas 251 ocorrências relacionadas às chuvas, como desmoronamentos e enxurradas, que comprometeram infraestrutura em bairros como Parque Burnier, Borboleta, Linhares e Santa Teresinha. Em Ubá, os danos se concentram em inundações urbanas, com perdas em comércios e residências próximas ao rio. Especialistas estimam que os custos totais para recuperação possam alcançar milhões de reais, considerando reconstruções e assistência social, mas números oficiais devem ser divulgados nos próximos dias.
Providências das Autoridades
As autoridades agiram rapidamente para mitigar os impactos. Em Juiz de Fora, a prefeita Margarida Salomão (PT) decretou estado de calamidade pública na madrugada de terça-feira (24), o que facilita a mobilização de recursos federais e estaduais para resgates e reconstrução. Aulas foram suspensas em toda a rede municipal de ensino, e vias como a Ponte Vermelha (Santa Terezinha) e o Mergulhão da Avenida Barão do Rio Branco (centro) foram interditadas devido ao transbordamento do Rio Paraibuna. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar realizam buscas e resgates, com prioridade para áreas de alto risco. A Defesa Civil emitiu alertas via SMS e monitora pluviômetros, registrando 460,4 mm de chuva acumulada em fevereiro – o mês mais chuvoso da história da cidade.
Em Ubá, a Polícia Militar confirmou as mortes e coordena ações de suporte às famílias afetadas, com foco em evacuações preventivas. O governo estadual de Minas Gerais, que já registra 26 mortes por chuvas em todo o estado desde o fim de 2025, prometeu assistência adicional à região.
Chuvas Ainda Persistem?
Sim, as chuvas intensas devem continuar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estendeu o alerta de perigo para Minas Gerais até quinta-feira (27), prevendo acumulados de até 100 mm por dia e ventos de até 100 km/h, com riscos de novos alagamentos, quedas de árvores e interrupções de energia. A Defesa Civil mantém o alerta máximo para deslizamentos, especialmente em encostas saturadas pela umidade acumulada.
A solidariedade da população tem sido fundamental, com campanhas de doações de alimentos, roupas e água para os desabrigados. Autoridades pedem que moradores evitem áreas de risco e sigam os alertas oficiais. A JSNews segue acompanhando a situação e atualizará com novos desdobramentos. Para emergências, ligue para a Defesa Civil (199) ou Bombeiros (193).


