Boston, 03 de março de 2026
As cidades santuário juram de pés juntos que protegem o imigrante honesto — aquele que acorda às 5 da manhã para lavar pratos, construir casas ou dirigir Uber, pagando impostos e não pedindo nada de graça. Ninguém decente quer caçar esses milhões que sustentam a América real.
Mas o que acontece quando o mesmo manto “humanitário” que protegem esses trabalhadores também protege o estuprador reincidente, o esfaqueador serial e o traficante com 30 passagens pela polícia? A esquerda democrata responde com o velho truque rousseauniano: “o criminoso não é culpado, a sociedade é”. Jean-Jacques Rousseau, no século XVIII, escreveu que o homem nasce bom e puro na natureza, mas é a sociedade — com suas desigualdades, instituições opressoras e corrupções — que o perverte e o transforma em criminoso. Daí a ideia central: o indivíduo não carrega culpa plena; a culpa é coletiva, da “sociedade” que o moldou mal. Essa noção virou o álibi perfeito para a esquerda moderna: o criminoso vira vítima sistêmica, e qualquer punição rigorosa seria punir a vítima, não o algoz.
Logo, Jalloh não matou porque quis, mas porque o sistema o marginalizou, o racismo o empurrou, a desigualdade o quebrou. Culpa da “sociedade”, esse fantasma conveniente que nunca senta no banco dos réus. Enquanto isso, o cidadão comum — o motorista de ônibus, a mãe que espera o filho na parada de ônibus, o comerciante que paga aluguel caro — vira o vilão por ousar querer segurança em vez de sermão ideológico.
Vejam o caso Abdul Jalloh, de Serra Leoa, entrou nos USA de modo ilegal em 2012. Ele acumulou mais de 30 prisões: estupro, agressão, esfaqueamento, posse de arma, drogas. Acusações graves caíam como dominó no tribunal de Fairfax County, promotor progressista Steve Descano. Políticas locais e a ordem executiva da governadora democrata Abigail Spanberger barravam cooperação plena com o ICE. Resultado? Em 23 de fevereiro de 2026, Stephanie Minter, 41 anos, é encontrada morta a facadas num ponto de ônibus em Hybla Valley. Jalloh, o último visto com ela estava solto e circulando livremente. Uma vida apagada. E a ladainha de sempre: “falha sistêmica”, “integração insuficiente”, “sociedade que falha”. Rousseau daria risada: o assassino é vítima, a vítima é estatística, o contribuinte é cúmplice por não aplaudir a “compaixão”.
Aqui em Boston, o circo continua. Todd Lyons, diretor interino do ICE, disse que 167 detainers foram ignorados em 2025 — todos com acusações pesadas: estrangulamento, agressão com arma, crueldade contra criança, tráfico de drogas. A prefeitura de Michelle Wu responde com o mantra da “confiança comunitária”. Confiança para quem? Para Marlon Joel Rodriguez, que estrangula a parceira e volta para casa? Para Daniel Yoel Nova Cruz, que agride uma criança com arma e ganha liberdade? Lyons pergunta, sem rodeios: “Como liberar criminosos de volta às comunidades que eles vitimizaram constrói confiança? Isso é cumplicidade política disfarçada de virtude.”
Thomas Homan já avisou Wu: essa rigidez ideológica força operações federais amplas, arrastando inocentes na rede e destruindo a tal confiança que tanto apregoam. Mas o rousseaunismo democrata não recua: diferenciar o trabalhador do assassino seria “xenofobia”, punir o ato seria “desumano”. Melhor deixar o criminoso solto e culpar a “sociedade racista” mesmo quando uma faca entra no peito de uma mãe de família.
Chega de farsa. Justiça não é tratar o honesto e o bandido como gêmeos siameses. É punir quem merece punição — deportar o violento, prender o reincidente, sem pedir licença para ideologia. Proteja o imigrante que constrói, expulse o que destrói. Caso contrário, continuaremos reféns de uma moral de araque que cativa crianças mentais enquanto absolve o criminoso, condena a vítima e transforma o cidadão comum no bode expiatório de uma utopia que só funciona no papel
A sociedade não corrompe ninguém. Criminosos escolhem cometer crimes. E quem os solta de propósito tem nome: cumplicidade ideológica.


