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Em uma vitória contra a burocracia imigratória que expõe o padrão sombrios do sistema americano, Adrian Alexander Conejo Arias e seu filho Liam Conejo Ramos, de apenas 5 anos, foram libertados da custódia do ICE em 1º de fevereiro de 2026, após uma detenção que durou 12 dias e gerou protestos nacionais. O contexto da prisão, em 20 de janeiro em Columbia Heights, Minnesota, envolveu uma operação controversa onde agentes do ICE alegadamente usaram o menino como “isca” para atrair a mãe, Erika Ramos, para fora de casa – uma tática que o juiz federal Fred Biery, em uma decisão contundente, classificou como “incompetente e traumatizante”, violando proteções constitucionais e motivada por “quotas diárias de deportação”. Detidos no centro familiar de Dilley, Texas, pai e filho foram escoltados de volta a Minneapolis pelo congressista Joaquin Castro, reunindo-se à família em casa, mas com o pedido de asilo ainda pendente, deixando uma cicatriz invisível no garoto que gritava pela mãe atrás de uma porta trancada pelo medo.
Por trás dessa história de Liam, esconde-se uma realidade perturbadora que expõe um sistema que transforma crianças em peões de um jogo cruel: os protocolos obscuros do ICE, que instrumentalizam menores em táticas de intimidação para forçar rendições familiares, priorizando metas de deportação sobre a humanidade.
Começando pelo caso de Leominster, Massachusetts, em 16 de setembro de 2025, onde uma menina autista de 5 anos, cidadã americana, foi mantida no driveway de casa como “bargaining chip” (moeda de troca)– sentada em um banquinho, cercada por agentes armados que acenavam para o pai, Edwards Hip Mejia, sair e se entregar, após ele fugir do carro ao ser seguido de uma consulta médica –, o padrão se revela como uma máquina de terror sistemática.

Esse roteiro sombrio se repete em Hopkins, Minnesota, na mesma semana de Liam, onde uma mãe foi detida no carro e usada como isca para emboscar o resto da família, incluindo duas crianças em idade escolar, enviadas rapidamente para Texas em operações que ignora ordens judiciais a revelia de traumas infantis. Em Minneapolis, em 22 de janeiro de 2026 – exatos dois dias após o drama de Liam –, Elvis Joel Tipan Echeverria e sua filha de apenas 2 anos foram arrancados do veículo com janelas quebradas pelos agentes, detidos e despachados para o mesmo centro em Dilley em menos de oito horas, apesar de um asilo pendente e críticas de advogados que denunciam a crueldade como “incompetente”.
Outros incidentes em Minnesota, ao longo de janeiro de 2026, ampliam o horror: pelo menos quatro crianças do distrito escolar de Columbia Heights foram pegas em trajetos diários, com agentes vigiando ônibus escolares, parando drop-offs e criando um clima de pânico em comunidades imigrantes.
Em Chicago, Illinois, em outubro de 2025, onde raids semelhantes escalaram em confrontos armados entre cidadãos e ICE, refletindo a tensão de táticas que priorizam “quotas diárias” sobre vidas; e em Los Angeles, California, em janeiro de 2026, com entradas forçadas sem mandado, detenção em “30 segundos” e retenção de menores – incluindo relatos de 20 bebês em centros familiares em 2025 –, o padrão geral emerge como uma política implacável, negada pelo ICE como “abandono parental” mas corroborada por vídeos de testemunhas, superintendes de escolas e juízes que gritam contra o trauma infantil como custo aceitável de uma deportação em massa.


