Por JCeditores (Junot) – JSNews
Boston, 25 de fevereiro de 2026 – Em uma carta enviada na quarta-feira ao presidente Donald Trump, os senadores democratas Ed Markey e Elizabeth Warren, ambos de Massachusetts, juntamente com o deputado James McGovern, também do mesmo estado, questionaram as iniciativas de política externa dos Estados Unidos em relação a Cuba. Os legisladores pedem o levantamento imediato do embargo de petróleo à ilha caribenha, argumentando que as sanções impostas pela administração Trump estão causando um sofrimento humanitário desnecessário. No entanto, essa postura levanta sérias questões sobre o alinhamento ideológico do Partido Democrata, que parece ignorar o histórico opressor do regime cubano – uma ditadura comunista que, apesar de sua longevidade, representa uma antítese aos valores democráticos americanos e tem inspirado modelos autoritários em todo o subcontinente americano e além.
A carta destaca a situação “desesperadora” em Cuba, onde as sanções afetam hospitais, transporte e preparação de alimentos devido à escassez de recursos. “Dado que Cuba não representa uma ameaça credível à segurança nacional dos Estados Unidos, instamos que você levante o embargo de petróleo imediatamente para prevenir sofrimento humano desnecessário e reduzir o potencial de uma crise regional de refugiados”, escreveram os legisladores, citando dificuldades graves para o povo cubano. De acordo com relatos da Associated Press, cerca de 5 milhões de cubanos com doenças crônicas estão vendo seus medicamentos e tratamentos impactados pelo bloqueio, conforme entrevista com o ministro da Saúde cubano, José Ángel Portal Miranda.
Cuba produz apenas 40% de seu combustível e depende de envios de petróleo da Venezuela, México e Rússia para sustentar suas operações nacionais. As sanções americanas, que incluem o controle de envios de petróleo de Caracas após ações contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, agravaram a crise energética na ilha. Centenas de voos da região foram cancelados semanalmente, com companhias aéreas citando dificuldades para reabastecer aeronaves que transportam passageiros para Cuba. Além disso, a administração Trump alertou a presidente mexicana Claudia Sheinbaum contra o fornecimento de petróleo a Havana, ameaçando com tarifas elevadas – embora Sheinbaum tenha enviado dois navios da Marinha com ajuda humanitária à ilha no início deste mês.
Os democratas criticam as medidas como “formas de coerção econômica sem justificativa defensável”, acusando Trump de escalar a pressão apesar de declarações públicas de autoridades cubanas sobre disposição para negociar disputas pendentes. Eles citam uma declaração do próprio Trump, que sugeriu aos cubanos “fazerem um acordo ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS”, mas questionam a ausência de negociações reais, argumentando que priorizar uma crise humanitária em vez de diplomacia é “estrategicamente imprudente e moralmente indefensável”. Na semana passada, Trump mencionou que o secretário de Estado Marco Rubio estaria “conversando” com oficiais cubanos, mas nenhum acordo foi alcançado até o momento.
Em meio à incerteza, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel tem buscado apoio econômico e político junto a líderes de Barbados e Argentina. Os legisladores de Massachusetts exigem respostas do governo sobre os objetivos da política em relação a Cuba, evidências de ameaças à segurança nacional, análises sobre a crise humanitária e o potencial aumento de migração. Eles também questionam o impacto de uma recente decisão da Suprema Corte sobre tarifas na ilha, estabelecendo um prazo até a próxima segunda-feira para respostas.
Uma Crítica ao Apoio Democrata: Alinhamento com Inimigos Ideológicos?
Enquanto os argumentos humanitários dos senadores Markey e Warren, e do deputado McGovern, parecem nobres à primeira vista, eles revelam um viés preocupante: a defesa implícita de um regime comunista que, por décadas, tem se posicionado como o oposto ideológico aos Estados Unidos. Cuba, sob o comando da família Castro e agora de Díaz-Canel, não é apenas uma nação em crise – é um símbolo de autoritarismo que inspirou ditaduras semelhantes na América Latina, como na Venezuela e na Nicarágua, e em outras regiões do mundo, promovendo modelos de controle estatal que suprimem liberdades individuais em nome de “igualdade” utópica.
Esse apoio dos democratas expõe um alinhamento político terceiro-mundista, que prioriza solidariedade com adversários declarados das instituições americanas e de sua tradição democrática. Em vez de confrontar o histórico de violações de direitos humanos em Cuba – incluindo repressão a dissidentes, censura e controle econômico absoluto –, esses legisladores parecem dispostos a comprometer os interesses estratégicos dos EUA em troca de promessas vazias e idealizadas de cooperação. Tal postura não só ignora o papel de Cuba como exportadora de ideologias opressoras, mas também arrisca enfraquecer a postura americana contra regimes autoritários globais.
Criticos conservadores vão além: essa é uma forma de colaboracionismo velado, onde a empatia seletiva serve de pretexto para minar a autoridade americana. Trump, com sua linha dura, defende os interesses nacionais; os democratas, ao contrário, parecem ansiosos por conciliações que cheiram a capitulação. O debate expõe fissuras profundas na política externa dos EUA, onde pseudo-humanitarismo colide com a realidade geopolítica. Será que o Partido Democrata prioriza o povo cubano ou sua agenda antiamericana? A história julgará – e não será piedosa.
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