
Em um caso que destaca os riscos de extremismo nas redes sociais, uma enfermeira do Virginia Commonwealth University (VCU) Health, em Richmond, Virgínia, foi demitida após publicar vídeos propondo atos de sabotagem e agressão contra agentes da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). A instituição confirmou a rescisão imediata do contrato, após investigação interna que cumpriu todas as obrigações legais do estado da Virgínia, reforçando que tais condutas ameaçam a integridade profissional e a segurança pública.
A controvérsia explodiu quando os conteúdos viralizaram no X (antigo Twitter), compilados por uma conta conservadora, levando à identificação rápida da profissional através de uma conta TikTok agora excluída (Redheadredemption). Inicialmente suspensa e afastada de pacientes e instalações, a enfermeira teve sua demissão anunciada como medida essencial para preservar os valores do hospital, que prioriza a saúde e a segurança de todos, sem tolerância para discursos que incentivem violência.
Nos vídeos, a enfermeira propunha táticas perigosas e ilegais de “resistência” contra agentes da ICE, essenciais para a aplicação das leis imigratórias e a manutenção da ordem pública. Em um deles, sugeria preparar seringas com succinilcolina — um potente relaxante muscular que causa paralisia temporária (4 a 6 minutos) e pode levar a complicações graves se mal usado —, como forma de intimidação ou ataque, o que configura incitação a agressão física. Outro clipe incentivava diluir extrato de hera venenosa em água para aplicação em rostos ou mãos via pistola de água, potencialmente causando lesões cutâneas graves. Um terceiro vídeo orientava mulheres solteiras a usarem aplicativos de namoro para identificar agentes e contaminar bebidas visando incapacitá-los enquanto pedia coleta de informações sobre rotinas dos oficiais para torná-las “miseráveis”.
Essas sugestões não só violam códigos éticos da profissão médica, que proíbem qualquer forma de dano intencional, como também representam uma ameaça direta à segurança de agentes federais que atuam na fronteira e em operações internas, combatendo crimes como tráfico humano e drogas. A ICE, sob a administração Trump, tem sido vital para restaurar o controle imigratório, removendo indivíduos com históricos criminais e protegendo comunidades de riscos associados à imigração irregular. Incitar violência contra esses profissionais não só é contraproducente, mas também mina o Estado de Direito, expondo a polarização extrema que pode levar a atos reais de hostilidade, como os protestos violentos recentes em várias cidades.
O hospital agiu com rapidez classificando os vídeos como “altamente inadequados” e contrários aos princípios de cuidado imparcial. Esse episódio serve como alerta para o impacto negativo de discursos radicais nas redes, especialmente em profissões de confiança pública, e reforça a necessidade de defender instituições como a ICE, que garantem a soberania nacional e a proteção coletiva contra ameaças reais.


