JSNEWs – Em 1º de abril de 2025, os democratas conquistaram sua primeira vitória significativa desde a derrota para Donald Trump na eleição presidencial de 2024. Susan Crawford, apoiada pelo Partido Democrata, derrotou Brad Schimel na eleição para a Suprema Corte de Wisconsin, mantendo a maioria liberal de 4 a 3 no tribunal. Este resultado, em um estado-chave, ecoa a eleição de 2023, quando os liberais assumiram o controle da corte e abriram caminho para desfazer o gerrymandering — a manipulação de distritos eleitorais — que favorecia os republicanos desde 2011. Contudo, essa vitória carrega a marca de George Soros, o bilionário financista liberal, e reacende o debate sobre poder, influência e a longa guerra pelo domínio político nos EUA.
O redistritamento é o coração dessa narrativa. Em 2023, após a eleição de Janet Protasiewicz, a nova maioria liberal declarou os mapas legislativos de Wisconsin inconstitucionais, encerrando uma década de vantagem republicana extrema. Os mapas redesenhados em 2024, propostos pelo governador democrata Tony Evers, renderam aos democratas 14 cadeiras na legislatura, embora sem maioria.
Agora, com Crawford — que assume em 1º de agosto de 2025 —, os democratas vislumbram um ataque aos mapas congressionais, que ainda garantem aos republicanos uma vantagem de 6 a 2 em um estado politicamente equilibrado. Para os apoiadores de Soros, que injetou milhões na campanha de Crawford ao lado de outros megadoadores como J.B. Pritzker, isso é justiça: desfazer o que chamam de “gerrymandering republicano”. Para os críticos, é a prova de que Soros e sua agenda progressista buscam esmagar a oposição por meio do poder judicial.
Essa vitória, a mais cara eleição judicial da história americana, com gastos ultrapassando 100 milhões de dólares, foi um confronto de titãs. Elon Musk e Trump, que apoiaram Schimel com mais de 20 milhões de dólares, tentaram virar o jogo.
Musk, com sua resiliência lendária — foguetes explodiram, mas ele ajustou e venceu —, e Trump, que ressurgiu em 2024 quando todos o davam por acabado, simbolizam uma força que não se dobra facilmente. Este revés, porém, não é o fim. Assim como Musk adaptou-se após cada fracasso, e Trump superou derrotas para retomar Wisconsin em 2024, essa perda é um alerta, não uma sentença.
A política é um jogo de pequenas vitórias acumuladas, não de batalhas únicas e decisivas.
Para Soros e o que ele representa — financiar procuradores e juízes progressistas para tribunais favoráveis —, a eleição de Crawford é ápice o de poder, um triunfo contra os gigantes Trump e Musk. A narrativa democrata pintou-a como uma “libertadora”, prometendo justiça e direitos fundamentais, mas o subtexto é claro: dominar o tabuleiro político, assim como os republicanos fizeram por anos.
A Suprema Corte de Wisconsin, agora um bastião liberal, pode em breve revisar mapas congressionais, desafiar leis antiaborto e restaurar direitos sindicais, tudo sob a influência de Soros e seus aliados.
A vitória de Crawford é um sinal de que a mensagem republicana falhou em conquistar os moderados, mas o jogo está longe do fim.