BRONX, Nova York – Um idoso de 76 anos matou a tiros o vizinho de 21 anos no corredor do prédio onde ambos moravam, no Bronx, após uma discussão motivada por música alta. O caso ocorreu na noite de quinta-feira (2 de abril de 2026) e chocou moradores do complexo habitacional River Park Towers, em Morris Heights.
A vítima foi identificada como Justin Chatfield, de 21 anos. O atirador é Gilbert Smalls, de 76 anos, que morava na porta ao lado, no 23º andar de um dos prédios de 44 andares do conjunto, na Richman Plaza, próximo à Sedgwick Avenue.
Segundo a polícia e fontes próximas ao caso, a briga começou quando Smalls reclamou do volume alto da música que vinha do apartamento de Chatfield. O jovem teria respondido com um “vá se foder” através da parede compartilhada entre os dois apartamentos.
Pouco depois, Smalls disse à polícia que ouviu sete tiros disparados do lado de fora de sua janela — informação que as autoridades ainda não confirmaram. Em seguida, ele pegou uma pistola 9 mm guardada em um cofre dentro de casa, abriu a porta do apartamento e, no momento em que Justin Chatfield saiu para o corredor, abriu fogo contra ele à queima-roupa.
Ferido no peito, Chatfield conseguiu voltar cambaleando para dentro de seu apartamento e pediu ajuda à mãe, que estava em casa. Socorristas o levaram para o Hospital St. Barnabas, onde ele não resistiu e morreu.
Ao chegar ao local, policiais bateram na porta de Smalls para pedir imagens da câmera de segurança da campainha (Ring). Em vez de entregar o vídeo, o idoso confessou imediatamente: “Eu sou o que atirei nele”. Ele ainda conduziu os agentes até o cofre e entregou a chave para que retirassem a arma.
Smalls foi preso e indiciado por homicídio e porte ilegal de arma. No sábado (5), compareceu à Justiça Criminal do Bronx, onde o juiz determinou prisão preventiva, sem direito a fiança.
O idoso alegou aos policiais que temia que Chatfield estivesse armado. Ele também reclamou de problemas de saúde e disse que não esperava “sobreviver” na prisão.
Amigos e familiares de Justin Chatfield descreveram o jovem como alguém que tentava mudar de vida. Ele estava prestes a ser pai — a namorada, com quem namorava desde o ensino médio, estava grávida de poucos meses — e frequentava cursos profissionalizantes para conseguir emprego e sustentar a família. Walter Fields, advogado e amigo de longa data da família, lamentou: “O filho dela morreu nos braços dela. Ele estava perto de se tornar pai e realmente tentava se tornar uma pessoa produtiva”.
A mãe de Chatfield, que presenciou indiretamente o crime, ficou profundamente abalada, segundo relatos.
Fontes policiais indicaram que havia tensão antiga entre os dois moradores, embora nunca tivesse havido registro de chamadas policiais para o apartamento antes dessa noite.
O caso ganhou atenção pela diferença de idade entre atirador e vítima — 55 anos — e pela banalidade do motivo que desencadeou a tragédia.


