FOLHAPRESS – O democrata venceu a eleição na Pensilvânia e atingiu 273 votos no colégio eleitoral, três a mais que o necessário para garantir a maioria.
Na tarde de quarta-feira, o presidente Donald Trump liderava no estado por cerca de 34.000 votos, com 98% dos votos apurados. Com a contagem dos votos pelo correio, que é mais lenta que a dos votos tradicionais, Biden foi aos poucos se aproximando de Trump. A virada só se confirmou por volta das 9 horas locais (13h30 de Brasília).
Trump já indicou que não vai aceitar o resultado da eleição. Num pronunciamento na noite de quinta na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos levantou dúvidas sobre a lisura da eleição e apontou a existência de um complô para impedir sua vitória, sem apresentar nenhum indício concreto.
Os advogados do Partido Republicano entraram com diversas ações na justiça para contestar vitórias de Biden em estados-chave como Michigan, Geórgia, Nevada e Pensilvânia. Trump afirmou que haverá um “litígio tremendo”.
Mas os analistas consideram as chances de uma mudança do resultado no mínimo improvável, e várias das tentativas de interromper a apuração já foram rejeitadas por falta de mérito.
Em 20 de janeiro, Joseph Robinette Biden, 77, deve tomar posse como o 46º presidente dos Estados Unidos. Kamala Harris, 56 anos, será a vice-presidente, a primeira mulher e a primeira representante de minorias a ocupar o cargo – sua mãe é indiana, e seu pai, jamaicano.
Um país ainda dividido
Muitos democratas esperavam uma rejeição incontestável aos quatro anos do governo de Donald Trump. Ela não veio. A chapa Biden-Harris atingiu a maior votação popular da história dos Estados Unidos, 73,8 milhões de votos (50,5%). Mas Donald Trump e Mike Pence receberam 69,7 milhões de votos (47,7%). (A apuração ainda não foi finalizada.)
Da longa lista de argumentos contra um segundo mandato de Trump, nenhum parecia mais impactante que o fracasso no combate à pandemia. Mais de 9,6 milhões de americanos contraíram covid-19 e quase 235.000 morreram.
Os EUA sofrem ainda com uma segunda onda da doença, que avança por cada vez mais estados. O país bateu o recorde de casos pelo segundo dia consecutivo, com 120.000 novas infecções registradas na quinta-feira.