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O esquiador Lucas Pinheiro Braathen conquistou, no dia 14 de fevereiro de 2026, a primeira medalha olímpica de inverno da história do Brasil — e logo uma de ouro — nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026. A vitória ocorreu na prova de slalom gigante do esqui alpino, no Centro de Esqui Stelvio, em Bormio, Itália.
Com 25 anos, o atleta — nascido na Noruega de mãe brasileira e que optou por representar o Brasil a partir de 2024 — completou as duas descidas com tempo total de 2min25s00. Ele superou o suíço Marco Odermatt (prata, atual campeão olímpico da modalidade) por 0s58 e o compatriota de Odermatt, Loïc Meillard (bronze).
Na primeira descida, Pinheiro Braathen marcou 1min13s92, abrindo vantagem significativa. Na segunda, manteve o desempenho sob pressão, garantindo o lugar mais alto do pódio. A conquista marcou também a primeira medalha de inverno para um país da América do Sul (e do hemisfério sul em alguns contextos destacados), ampliando horizontes para o esporte em nações tropicais.
O feito foi celebrado amplamente no Brasil, com o presidente destacando o “resultado inédito” e o impacto para o esporte nacional. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) concedeu ao atleta um bônus de R$ 350 mil pela medalha de ouro.
Dois dias depois, em 16 de fevereiro, Pinheiro Braathen competiu no slalom, mas sofreu uma queda na primeira descida e não terminou a prova, encerrando sua participação nos Jogos. Apesar do revés, o ouro no slalom gigante permanece como marco histórico para o Brasil, que participa de Olimpíadas de Inverno desde 1924 sem pódios anteriores.
A vitória reforça a diversidade do esporte olímpico e inspira novas gerações em um país tradicionalmente associado a modalidades de verão.


