JSNEWS – O influenciador brasileiro Bruno Aiub, conhecido como Monark, retornou ao Brasil em julho deste ano após um exílio autoimposto nos Estados Unidos, onde buscou refúgio devido a investigações judiciais no Brasil. Alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, e de um processo criminal movido pelo então ministro da Justiça Flávio Dino (atualmente também ministro do STF), Monark alega perseguição política decorrente de suas críticas contundentes ao Judiciário brasileiro, especialmente ao STF, e à condução do processo eleitoral. Ele revelou ter gasto cerca de R$ 1,3 milhão em despesas judiciais, incluindo multas e custos de defesa, em uma luta que define como centrada na defesa da liberdade de expressão.
Monark deixou o Brasil em setembro de 2023, após enfrentar bloqueios de suas contas bancárias e canais digitais por ordem de Alexandre de Moraes. Ele alegava que as ações judiciais contra ele eram motivadas por suas críticas públicas ao STF e ao sistema eleitoral. Segundo entrevista exclusiva à Gazeta do Povo publicada em 10 de setembro de 2025, o influenciador decidiu tornar publica seu retorno que teria sido motivada após a negativa de seu pedido de Green Card nos EUA e por sentir-se isolado culturalmente no exterior. “Meu pedido de Green Card foi negado e me deu um desânimo. Lá nos Estados Unidos eu estava muito sozinho. Então pensei em voltar ao Brasil, onde eu fiz a minha vida e todo mundo me conhece”, afirmou Monark à Gazeta do Povo.
Morando atualmente em São Paulo, Monark busca retomar sua carreira participando de podcasts e outros projetos, enquanto enfrenta os processos judiciais em curso. Ele destaca a dificuldade de se adaptar à cultura americana, afirmando que prefere a vida no Brasil, onde se sente mais útil e conectado às pessoas.
Eu voltei pro Brasil estou morando aqui a uns 2 meses ja, se quiserem me chamar para conversas em podcasts, estou em sp.
— Monark (@monarkbanido) September 7, 2025
Requebrando o caso
Monark é investigado em dois inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes no STF. O primeiro está relacionado aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Apesar de um relatório final da Polícia Federal (PF) não mencionar Monark como envolvido, conforme reportado pela CNN Brasil em 2024, ele permanece sob investigação por suposta incitação aos protestos devido a uma publicação no X.
No segundo inquérito, Monark é acusado de disseminar desinformação sobre o processo eleitoral de 2022. Ele questionou a lisura das urnas eletrônicas e classificou ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), então presidido por Moraes, como “tirânicos”. Essas declarações levaram ao bloqueio de seus canais digitais e de uma conta bancária, além de uma multa de R$ 300 mil imposta por Moraes em agosto de 2023, conforme relatado pela Gazeta do Povo. O bloqueio de suas plataformas impactou diretamente sua renda, agravando os prejuízos financeiros.
Monark estima ter gasto mais de R$ 1,3 milhão em custos judiciais, incluindo honorários advocatícios e multas. A multa de R$ 300 mil, debitada diretamente de sua conta em 2023, foi um golpe significativo, especialmente porque ele já estava sem renda devido ao bloqueio de seus canais. “Eu perdi R$ 300 mil, fiquei sem poder trabalhar e tudo mais. O dinheiro não é infinito para ninguém”, disse ele à Gazeta do Povo. Ele também mencionou possuir uma conta bancária internacional, o que lhe permitiu alguma flexibilidade financeira, mas destacou o impacto devastador das ações judiciais em sua vida pessoal e profissional. “Eu me sinto um isolado, um perseguido político. Tem todo tipo de ação para tirar você do jogo”, afirmou.
Monark enfrenta um cenário judicial complexo, com inquéritos no STF e um processo criminal que, segundo ele, visam cercear sua liberdade de expressão. Seu retorno ao Brasil reflete tanto dificuldades pessoais no exterior quanto a vontade de continuar sua luta no país onde construiu sua carreira. Com prejuízos financeiros expressivos e canais digitais bloqueados, ele segue buscando reverter as acusações e defender sua causa, que considera essencial para a preservação da liberdade individual no Brasil.


