Portland/Lewiston, Maine, 22 de janeiro de 2026 — A administração Trump intensificou sua campanha de deportações em massa com o lançamento da “Operation Catch of the Day” no Maine, estado com comunidades estabelecidas de imigrantes somalis (especialmente em Lewiston e Portland) e refugiados de outros países africanos, como Congo, Sudão e Etiópia. A operação começou na terça-feira (20/01) e já resultou em cerca de 50 prisões, segundo autoridades do ICE e do DHS, com cerca de 1.400 alvos identificados — priorizando imigrantes indocumentados com histórico criminal (de DUI a crimes graves).
A porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, defendeu a ação, acusando líderes democratas do estado, incluindo a governadora Janet Mills, de não cooperarem com autoridades federais e priorizarem “criminosos ilegais” em vez de cidadãos americanos. O presidente Trump, em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos na quarta-feira (21/01), voltou a atacar a comunidade somali, citando um escândalo de fraude em Minnesota (estimado em mais de US$ 19 bilhões) e fazendo comentários controversos sobre “QI” e “bandidos somalis“, o que gerou críticas por tom racista.
Críticas locais crescem: o prefeito de Westbrook (subúrbio de Portland), David Morse, denunciou intimidações por agentes federais mascarados contra observadores civis durante operações na terça e quarta-feira. Autoridades alertaram que protestos devem permanecer pacíficos, sob pena de acusações federais.
A operação ocorre em meio a escrutínio nacional após incidentes em Minneapolis (Minnesota), incluindo a morte de Renee Good, cidadã americana de 37 anos, baleada por um agente do ICE em 7 de janeiro durante uma abordagem — caso que intensificou protestos e questionamentos sobre táticas agressivas.
Até o momento, a operação segue em curso, com ansiedade crescente em comunidades imigrantes, que recebem orientações para se abrigarem. Autoridades locais de Portland planejam pronunciamentos sobre o tema.


