LOS ANGELES — Em operação federal realizada na última sexta-feira (4 de abril de 2026), agentes do ICE (Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) detiveram Hamideh Soleimani Afshar, 47 anos, sobrinha do general iraniano Qasem Soleimani, e sua filha Sarinasadat Hosseiny, 25 anos. A medida, tomada após revogação pessoal dos green cards pelas autoridades americanas, expõe um caso emblemático de hipocrisia: duas mulheres que desfrutavam de um estilo de vida ocidentalizado e luxuoso nos Estados Unidos, sem qualquer sinal de véu ou restrições impostas pelo regime iraniano, enquanto publicamente atacavam o país que as acolheu e apoiavam o regime teocrático de Teerã.
O secretário de Estado Marco Rubio justificou a decisão de forma direta e sem rodeios: as duas promoveram propaganda do regime iraniano, celebraram ataques contra soldados e instalações militares americanas, chamaram os EUA de “Grande Satã” e expressaram apoio inabalável à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), organização oficialmente classificada como terrorista pelos Estados Unidos. Tudo isso enquanto postavam nas redes sociais (hoje deletadas) fotos de uma existência repleta de festas, viagens, helicópteros particulares e roupas de grife — o oposto absoluto do que o regime iraniano impõe às mulheres em seu próprio território.
As imagens que circulavam no Instagram de Hamideh e da filha — agora amplamente divulgadas pela imprensa americana — mostram as duas em trajes reveladores, sem véu, posando em festas ao ar livre, ao lado de helicópteros de luxo e em cenários de ostentação típicos de Los Angeles. Nada de hijab obrigatório, nada de recato imposto pela teocracia que elas defendiam publicamente. O contraste não poderia ser mais gritante: enquanto no Irã mulheres são presas, espancadas ou até mortas por não usar o véu, elas aproveitavam a liberdade americana para viver exatamente como o regime que elogiam proíbe.
O governo americano agiu com razão e coerência. Revogar o status de residente permanente de quem morde a mão que o alimenta não é “perseguição”, mas exercício legítimo da soberania. Hamideh entrou nos EUA em 2015 como turista, obteve asilo em 2019, green card em 2021 e ainda pediu naturalização em 2025 — tudo isso enquanto viajava repetidamente de volta ao Irã e publicava apoio ao regime. O Departamento de Estado foi claro: não se tolera mais que apoiadores de um governo hostil desfrutem dos benefícios de um país que eles próprios demonizam.
A detenção reforça a política de segurança nacional adotada pela administração Trump: quem celebra ataques a tropas americanas ou promove propaganda de um regime que financia terrorismo não pode continuar vivendo tranquilamente em solo americano. Críticos progressistas já tentam pintar o caso como “exagero” ou “islamofobia”, mas a realidade é outra: trata-se de simples reciprocidade. O Irã não concede liberdade a quem critica o regime; os EUA não precisam bancar o sustento de quem torce pela sua destruição.
Hamideh e a filha permanecem sob custódia do ICE, com processo de deportação em andamento. O caso serve de aviso claro: a hospitalidade americana tem limites. Quem escolhe morder a mão que o acolhe deve estar preparado para as consequências. O governo dos Estados Unidos, ao agir com firmeza, cumpre seu dever primordial: proteger o país de quem o habita apenas para atacá-lo de dentro.


