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A administração do presidente Donald Trump obteve uma vitória jurídica significativa no Tribunal de Apelações do 5º Circuito dos EUA, que decidiu, por 2 votos a 1, na noite de sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), que o Departamento de Segurança Interna (DHS) pode manter detenção obrigatória sem direito a fiança (bond hearing) para imigrantes indocumentados detidos no interior do país — independentemente de quanto tempo vivem nos EUA, mesmo décadas, e sem histórico criminal.
A juíza Edith H. Jones (nomeada por Ronald Reagan) escreveu a opinião majoritária, afirmando que o governo interpretou corretamente a Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act), especificamente a seção 1225(b)(2)(A): “unadmitted aliens apprehended anywhere in the United States are ineligible for release on bond, regardless of how long they have resided inside the United States”. Isso classifica imigrantes que entraram ilegalmente como “applicants for admission”, sujeitos a detenção mandatória durante o processo de remoção/deportação. A decisão reverteu ordens de juízes de instância inferior no Texas (Southern District) que haviam concedido audiências de fiança a dois mexicanos — Victor Buenrostro-Mendez (nos EUA desde 2009) e Jose Padron Covarrubias (desde 2001) —, ambos sem antecedentes criminais e considerados baixo risco de fuga.
A política foi implementada pela administração Trump em julho de 2025, revertendo uma prática de quase 30 anos (sob governos democratas e republicanos) que permitia fiança para imigrantes detidos no interior do país (não só na fronteira), sob a seção 1226. A juíza Jones destacou: “Que administrações anteriores decidiram usar menos que sua plena autoridade de enforcement sob a lei não significa que faltasse autoridade para fazer mais”.
A única dissidente, a juíza Dana M. Douglas, argumentou que a interpretação do governo tornaria “surpreendente” para o Congresso que aprovou a lei em 1996 que ela exigisse detenção sem fiança para milhões de pessoas — muitas delas cônjuges, pais e avós de cidadãos americanos. “O governo federal está sobrepondo o processo legislativo com uma política de detenção por fiat executivo”, escreveu Douglas, ecoando tensões entre a administração Trump e juízes federais que acusam o Executivo de ignorar ordens judiciais.
A procuradora-geral Pam Bondi celebrou a decisão como “um golpe significativo contra juízes ativistas que têm minado nossos esforços para tornar a América segura novamente em todos os momentos”. “Continuaremos validando a agenda de lei e ordem do presidente Trump nos tribunais do país”, postou Bondi na plataforma X.


