JSNews, 04 de março de 2026
Em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o secretário de Defesa americano Pete Hegseth anunciou nesta quarta-feira (4 de março) que um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano no Oceano Índico. A declaração ocorre no quarto dia da Operação Epic Fury, a campanha militar conjunta EUA-Israel lançada em 28 de fevereiro contra instalações iranianas, que já resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e dezenas de altos oficiais.
Hegseth fez o anúncio durante uma atualização no Pentágono, destacando que a ação faz parte do objetivo declarado de “destruir a marinha iraniana” como prioridade estratégica para eliminar ameaças navais, mísseis balísticos e capacidades nucleares do regime. “Estamos focados em destruir mísseis iranianos, produção de mísseis, sua marinha e outras infraestruturas de segurança — para que eles nunca tenham armas nucleares”, reiterou Hegseth, em alinhamento a oytras declarações de que a operação não seria “interminável” como conflitos passados no Iraque ou Afeganistão.
Embora detalhes específicos sobre o navio afundado (classe, nome ou localização exata) não tenham sido divulgados publicamente pelo Pentágono, relatos indicam que o incidente ocorreu no Oceano Índico, possivelmente próximo à costa sudeste do Irã ou em águas internacionais próximas ao Golfo de Omã. A ação se soma a uma série de ataques navais: o presidente Donald Trump anunciou no domingo (1º de março) que os EUA haviam destruído e afundado pelo menos 9 navios iranianos (alguns de grande porte), com o quartel-general naval iraniano também “largamente destruído”. Centcom confirmou afundamentos de corvetas da classe Jamaran (ex.: IRIS Jamaran) em bases como Chah Bahar e Konarak, com imagens de satélite mostrando navios afundando em piers.
Contexto da Operação Epic Fury
A campanha começou com strikes aéreos e de mísseis contra mais de 1.000 alvos iranianos, incluindo sítios nucleares, defesas aéreas, produção de mísseis e bases navais no Golfo Pérsico e Estreito de Ormuz. Objetivos declarados:
- – Destruir capacidade de mísseis ofensivos.
- – Eliminar a marinha iraniana (incluindo IRGC Navy).
- – Garantir que o regime não desenvolva armas nucleares.
Trump afirmou que o Irã “estava prestes a atacar primeiro” e que os EUA “não iniciaram o conflito, mas vão terminá-lo”. Hegseth enfatizou que a missão é “precisa, devastadora e decisiva”, sem intenção de nation-building ou mudança de regime explícita, mas com foco em neutralizar ameaças existenciais a aliados (Israel, países do Golfo) e rotas marítimas globais.
O Irã retaliou com mísseis e drones contra bases americanas, instalações em países do Golfo (Arábia Saudita, Qatar, Emirados) e Israel, além de ataques a navios e disrupções parciais no Estreito de Ormuz — o que já elevou preços de petróleo e gasolina globalmente (média nos EUA acima de US$ 3,20/galão).
Impactos e Reações
- – Baixas: Pelo menos 6 militares americanos mortos (em retaliações iranianas no Kuwait e região); centenas de civis e militares iranianos mortos.
- – Reações internacionais: Condenações de China, Rússia e vários países árabes; aliados como Reino Unido e França apoiam “direito à autodefesa”, mas pedem contenção.
- – Riscos: Analistas alertam para escalada se o Irã intensificar ataques no Oceano Índico ou Ormuz, afetando rotas comerciais globais.
Hegseth alertou que “mais baixas americanas são prováveis nas próximas semanas”, mas insistiu: “Isso não é Iraque. Não é interminável. Lutamos para vencer.” O Pentágono não detalhou se o submarino envolvido era nuclear (classe Virginia ou Ohio) ou convencional, nem o tipo de armamento usado (torpedos Mk 48 ou mísseis).
A declaração reforça a estratégia de Trump de “paz pela força”, mas aumenta preocupações com uma guerra regional prolongada.


