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Após mais de dez meses em um centro federal de detenção de imigrantes, a mexicana Maria Cristina Tapia Cornejo, de 71 anos, foi libertada e finalmente pôde reencontrar sua família no Arizona. A cena emocionante aconteceu no dia 29 de maio de 2026, em uma igreja em Phoenix, onde Maria Cristina abraçou filhos, netos e familiares depois de um longo período longe de casa.
Maria Cristina havia sido detida em 15 de julho de 2025, durante uma operação do ICE em restaurantes no norte do Arizona. Na época, ela trabalhava como lavadora de pratos no Colt Grill, em Cottonwood, cidade localizada no condado de Yavapai. Segundo reportagem publicada pelo Arizona Republic e reproduzida pelo Tucson.com, ela foi uma das 22 pessoas levadas pelas autoridades de imigração durante a ação.
Depois da prisão, Maria Cristina foi encaminhada ao Eloy Detention Center, uma das maiores instalações de detenção imigratória do estado, localizada ao sul de Phoenix. Familiares e defensores dos direitos dos imigrantes pediam sua libertação por razões humanitárias, destacando a idade avançada, problemas de memória, perda auditiva parcial e o fato de ela não representar ameaça à comunidade.
O caso ganhou repercussão por expor o impacto humano das políticas de imigração nos Estados Unidos, especialmente quando envolve idosos, trabalhadores e famílias que vivem há anos no país. Maria Cristina enfrentava um processo de deportação, mas sua família insistia que mantê-la presa por tanto tempo era uma medida dura demais diante de sua condição de saúde.
A libertação trouxe alívio para os parentes, que celebraram o reencontro como uma vitória da fé, da mobilização comunitária e da persistência. Em meio a abraços e lágrimas, a bisavó mexicana voltou a estar ao lado da família, encerrando um capítulo doloroso de mais de dez meses atrás das grades.
Fontes: Arizona Republic/Tucson.com, Reuters Connect/USA Today Network, Univision.


