JUNOT
Na noite de domingo, 22 de março de 2026, agentes do ICE detiveram Angelina Lopez-Jimenez e Wendy Godinez-Lopez, duas guatemaltecas em situação irregular, no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Francisco. Ambas carregavam ordem final de remoção emitida por juiz de imigração desde 2019. Enquanto eram conduzidas por agentes federais, uma delas, Angelina Lopez-Jimenez, tentou resistiu aos agentes e foi imobilizada, algemada e colocada em cadeira de rodas. Ao lado, sua filha de cerca de 10 anos chorava. Vídeos sobre a caótica operação viralizaram. O Departamento de Segurança Interna confirmou: elas não eram cidadãs americanas, não foi blitz aleatória, e a ação nada tinha a ver com a nova operação de apoio ao TSA. Era apenas o cumprimento de uma decisão da Justiça federal.
Fato consumado. Agora vem o circo
Mal o vídeo começou a rodar e os democratas da Califórnia já estavam em modo virtude em pânico total. Nancy Pelosi e Kevin Mullin soltaram nota conjunta chamando a cena de “heartbreaking” e “mais um exemplo da imigração desumana de Trump que terroriza comunidades”. Scott Wiener, o senador estadual, foi além: “ICE estava no SFO aterrorizando uma mãe enquanto a filha assistia”. Como se estivessem fuzilando alguém no meio do saguão.
Porque a realidade, nua e crua, é esta: Angelina Lopez-Jimenez escolheu, com plena consciência, ignorar uma decisão judicial americana por quase uma década mesmo sabendo que, diferente da Guatemala e de outros países da American Latina, a justiça americana não esquece, viveu ilegalmente, criou filha nesse limbo deliberado e, quando chegou o dia de cumprir o que um juiz determinou em 2019, preferiu resistir em público em vez de aceitar as consequências que ela mesma escolheu. A criança chorou? Sim. Mas chorou porque os adultos ao redor — pais e políticos — transformaram a irresponsabilidade em estilo de vida.
E aqui entra a minha critica: os mesmos democratas que criaram esta bagunça toda agora posam de salvadores da humanidade. Foram eles que, no governo Biden, abriram as fronteiras como se fossem cancela de pedágio, acabaram com o Remain in Mexico, adotaram o catch-and-release (Cai Cai) como religião de Estado e transformaram a Califórnia num “sanctuary state” onde a lei federal de imigração vale menos que cuspe no chão. Geraram um backlog monstruoso de ordens de remoção pendentes — inclusive esta de 2019. Depois, no Senado, bloquearam o funding do Departamento de Segurança Interna para forçar concessões políticas, criando o caos atual no TSA: filas quilométricas, agentes sem pagamento, aeroportos virando zona de guerra no spring break.
Criaram o monstro. Alimentaram o monstro. E agora, quando alguém tenta dar um tiro de conter esse monstro, eles caem no chão, se debulham em lágrimas de crocodilo e gritam “pense nas crianças!”. É o pedágio da patrulha do politicamente correto em sua forma mais nojenta: indignação seletiva, drama de encomenda, virtue-signaling barato. Choradeira máxima quando a filha inocente assiste à mãe sendo levada por violar a lei.
Essa mulher é testemunha viva da hipocrisia democrata mais descarada: fabricam o caos durante anos, incentivam a ilegalidade, depois condenam com cara de santo quem tem a coragem de limpar a sujeira que eles espalharam. E o pior: fazem tudo isso enquanto a filha chora por uma cena que os próprios pais ajudaram a criar.
O espetáculo é um velho conhecido e cada vez mais ridículo. Mas continua rendendo likes, votos e sensação de superioridade moral. Enquanto isso, a lei — aquela coisa chata que eles tanto desprezam — segue seu curso. Devagar. Mas segue, porque sabemos que um dia, a conta chega.
Video circulating on social media shows reported ICE agents in plain clothes detaining a woman at SFO on Sunday night in front of her daughter, who can be heard crying. San Francisco Mayor Daniel Lurie and local lawmakers are sounding off on the incident, which is setting off… pic.twitter.com/wIp98ZHU9I
— Darius (@LowellCouncilor) March 23, 2026


