Por Alex Colombini
Jorge Messias, o Advogado- -Geral da União (AGU) foi barrado pelo senado federal para Ministro do STF indicado de Lula. A casa caiu!! O Brasil assistiu, nos últimos dias, a um dos episódios mais constrangedores da política recente. Não foi apenas uma derrota. Foi uma vergonha histórica. Um golpe direto na autoridade de um governo que, cada vez mais, demonstra fragilidade, desgaste e perda de comando.
A dificuldade — ou incapacidade — de avançar com pautas estratégicas, especialmente em temas sensíveis como indicações ao Supremo Tribunal Federal, escancarou o que já vinha sendo sussurrado nos bastidores de Brasília: o governo Lula não é mais o mesmo. Perdeu força, perdeu articulação e, acima de tudo, perdeu respeito político. O Senado deu o recado. E deu alto. Quando uma base que deveria ser aliada começa a hesitar, travar ou simplesmente não acompanhar, não estamos mais falando de divergências pontuais.
Estamos falando de um governo que já não consegue sustentar sua própria influência. Um governo que começa a ser ignorado — e isso, na política, é o estágio mais avançado do enfraquecimento. Colunistas, analistas e observadores experientes da cena política já classificam o momento como crítico. O ambiente em Brasília é de desconfiança.
O Planalto já não impõe, negocia mal e, muitas vezes, sequer consegue negociar. É o retrato de um governo acuado. Mas o problema vai além do Executivo. O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o pilar da estabilidade institucional, vive um dos momentos mais delicados de sua história. A percepção de excesso de protagonismo, decisões controversas e a constante politização de temas jurídicos vêm corroendo a confiança popular na Corte. E isso não é detalhe. Isso é grave.
Quando a mais alta instância do Judiciário passa a ser vista com desconfiança por uma parcela significativa da população, o impacto é devastador. Não apenas para o tribunal, mas para todo o sistema. A crise institucional deixa de ser pontual e passa a ser estrutural. E, inevitavelmente, o governo que está no poder paga essa conta.
O resultado é um Brasil mais inseguro, mais dividido e com sua imagem internacional desgastada. Investidores observam com cautela. O ambiente de negócios sente os reflexos. E o cidadão comum, mais uma vez, é quem sofre as consequências. Enquanto isso, o cenário político começa a mudar.
Pesquisas eleitorais indicam um crescimento consistente de nomes ligados à direita. A insatisfação popular ganha corpo. A narrativa de controle e estabilidade começa a ruir diante da realidade dos fatos. O governo, que um dia se apresentou como solução, passa a ser visto, por muitos, como parte do problema. E é nesse ponto que a história começa a virar.
Não existe governo forte sem credibilidade. Não existe liderança sem respaldo político. E não existe poder que resista quando as instituições deixam de confiar e a população começa a se afastar. O que estamos vendo não é apenas desgaste. É um processo de queda. Lento para alguns. Rápido para outros. Mas inevitável. O ciclo que se estabeleceu está dando sinais claros de esgotamento. E quando isso acontece, não há discurso, narrativa ou estratégia de comunicação que consiga sustentar o que já não se sustenta na prática.
O Brasil está diante de um momento de ruptura. Uma ruptura com um modelo que, na visão de seus críticos, trouxe instabilidade, insegurança e descrédito institucional. Uma ruptura que abre espaço para novas lideranças, novas ideias e, sobretudo, uma nova direção. A pergunta que fica não é mais “se” essa mudança vai acontecer. Mas “quando”. E, pelos sinais que vêm de Brasília, esse tempo pode estar mais próximo do que muitos imaginam.
O que vimos foi uma vergonha histórica. E também pode ter sido o primeiro capítulo do fim. Tchau Querido!!!


