JUNOT
Em entrevista exclusiva à colunista Miranda Devine, do New York Post, lançada nesta quarta-feira (3 de junho de 2026), o presidente Donald Trump mais uma vez exibiu seu estilo sem rodeios e altamente pessoal. No episódio de estreia do podcast Pod Force One, Trump confirmou frases explosivas, comentou sobre líderes mundiais com tom informal e questionou narrativas da família Biden — tudo isso misturando diplomacia de alto nível, política interna e memórias pessoais.
Trump não é convencional. Suas falas diretas, gírias, elogios exagerados e ataques sem filtro geram controvérsia constante — e exatamente isso o torna imprevisível, autêntico para seus apoiadores e, para muitos, o segredo de sua longevidade política. O que para alguns soa “insano” é, para outros, a marca de um líder que não segue o script de Washington e fala como o eleitor médio.
A entrevista serve como testemunho vivo desse estilo. Sobre a ligação tensa com Benjamin Netanyahu, Trump confirmou sem hesitar: ele disse ao primeiro-ministro israelense que ele era “f–king crazy” (“completamente louco” ou “louco pra caralho”), irritado com os ataques contínuos no Líbano que complicavam as negociações com o Irã. Logo em seguida, suavizou: “Eu gosto muito do Bibi. Nós trabalhamos muito bem juntos. Eu sou um presidente em tempo de guerra, ele é um primeiro-ministro em tempo de guerra.”
No mesmo fôlego, Trump demonstrou otimismo com o Irã e revelou interesse em se encontrar com o líder supremo Mojtaba Khamenei (56 anos), a quem se referiu de forma controversa como o “probably gay Supreme Leader” (o “líder supremo provavelmente gay”). “I’d like to meet him”, disse, acrescentando que os dois estão “getting along quite well” apesar das tensões.
Sobre a China, Trump contou que Xi Jinping ficou “maravilhado” com os EUA durante encontro recente: “Ele olha pra cima pra gente” e descreveu o país como “the hottest country in the world” (o país mais quente/hot do mundo no momento).
Questionando relatos de Jill Biden sobre o debate presidencial de 2024, Trump descartou as versões da ex-primeira-dama, afirmando que as histórias sobre a saúde de Joe Biden no palco não lhe pareciam críveis.
Outros trechos reforçam o Trump clássico: não descartou nomear Ron DeSantis como procurador-geral (“Ron’s very good”), citou Marco Rubio + JD Vance como possível “dream ticket” para 2028 e revelou até um talento musical da infância — fez teste de aptidão, tocou flauta e brincou: “Eu poderia ter sido flautista!” (“I could’ve been a flutist!”).
A entrevista reforça o Trump de sempre: otimista com a economia (mercado em alta apesar da crise no petróleo), confiante nas negociações internacionais e sempre pronto para uma frase que vai dominar os noticiários no dia seguinte. Seja visto como genial ou insano, o fato é que esse jeito direto continua sendo sua maior arma política.


