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WASHINGTON – O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que entrou com ações para revogar a cidadania americana de 17 pessoas naturalizadas, acusadas de cometer crimes graves após obterem o passaporte norte-americano. Trata-se da maior operação de denaturalização realizada pelo governo federal em décadas.
Os processos foram distribuídos a diferentes tribunais federais do país. Segundo as autoridades, os 17 indivíduos são acusados de uma série de delitos, entre eles abuso sexual de menores, tráfico de drogas, fraudes bilionárias e ocultação de antecedentes criminais durante o processo de naturalização.
“A cidadania americana é um privilégio que deve ser conquistado com honestidade. Quem chega ao país, viola nossas leis e mente nos procedimentos de imigração, perde esse privilégio”, afirmou o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, em nota oficial.
Entre os alvos está Leidys Delmas Garcia, de origem cubana, condenada por sua participação em um esquema de fraudes no sistema de saúde que teria movimentado US$ 36 milhões na Flórida. Outro caso notável é o de Andrea Marroquin, filha de um importante traficante colombiano, acusada de utilizar herança para financiar transações imobiliárias fraudulentas, além de conspiração para fraude bancária e lavagem de dinheiro.
Das 17 pessoas, 11 são originárias de países da América Latina e do Caribe, três da Ásia, duas da África e uma da Europa.
As ações se baseiam na Lei de Imigração e Nacionalidade, que permite a revogação da cidadania naturalizada quando comprovado que o indivíduo cometeu fraude ou ocultou informações relevantes no momento de obtenção do status.
“Quando criminosos estrangeiros exploram o processo de naturalização para violar a lei, há consequências”, declarou o procurador-geral interino Todd Blanche. “Este Departamento de Justiça mantém uma política de tolerância zero contra o abuso desse processo.”
Historicamente, a denaturalização tem sido utilizada de forma restrita. Entre 1990 e 2017, o governo americano abria, em média, apenas 11 casos por ano. O número cresceu de forma significativa na atual administração, que vê a medida como parte de uma política mais dura de imigração. No mês passado, o DOJ já havia anunciado ações semelhantes contra outras 12 pessoas.


