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Worcester, Massachusetts, iniciou nesta quinta-feira, 7 de agosto, a pulverização de inseticidas em áreas residenciais após a confirmação de amostras de mosquitos infectados com o vírus do Nilo Ocidental (WNV). O risco na cidade foi classificado como moderado pelas autoridades de saúde, embora nenhum caso humano tenha sido registrado até o momento no Estado neste ano.
O Departamento de Saúde Pública de Massachusetts (DPH) monitora, desde meados de junho, a presença do WNV e da encefalite equina oriental (EEE) por meio de armadilhas e testes em mosquitos. Até esta quarta-feira, 77 amostras positivas para o WNV haviam sido identificadas em todo o Estado, incluindo em Boston e nos condados de Suffolk, Worcester, Middlesex e Barnstable. O risco para EEE permanece baixo em toda Massachusetts. Em 2025, o Estado registrou nove casos humanos de WNV e nenhum de EEE.
A pulverização, conduzida pelo Central Massachusetts Mosquito Control Project com caminhões, ocorrerá inicialmente nas proximidades das ruas Massasoit Road e Blithewood Avenue. Em caso de chuva, será adiada para sexta-feira. Novas aplicações estão previstas para 11, 18 e 25 de agosto. Os moradores das áreas afetadas serão avisados por e-mail, redes sociais e mensagens de texto. É possível solicitar exclusão do serviço pelo site do Departamento de Recursos Agrícolas de Massachusetts.
Histórico
O WNV foi detectado pela primeira vez em Massachusetts em 2000, em pássaros e mosquitos, com os primeiros casos humanos no ano seguinte. Desde 2000, o Estado contabilizou cerca de 265 a 268 casos humanos da doença, com pelo menos 16 a 17 mortes. O pico ocorreu em 2018, com 48 casos. Em 2025, houve nove infecções confirmadas, incluindo duas no condado de Worcester.
A EEE, mais rara e grave, está presente no Estado desde 1938. Entre 2000 e 2024, foram registrados 47 casos humanos e 23 mortes. O maior surto recente ocorreu em 2019-2020, com 17 casos e sete óbitos. Em 2024, houve quatro casos e uma morte. Surto histórico de 1938-1939 resultou em 35 casos e 25 mortes.
Sintomas e tratamento
O WNV pode afetar pessoas de todas as idades, mas indivíduos com mais de 50 anos apresentam maior risco de complicações graves. Cerca de 80% dos infectados não desenvolvem sintomas. Aproximadamente 20% apresentam quadro leve, com febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares, náuseas, diarreia ou erupção cutânea, que geralmente regridem em dias ou semanas.
Em menos de 1% dos casos, a doença evolui para formas neuroinvasivas (meningite ou encefalite), com febre alta, rigidez de nuca, confusão mental, fraqueza muscular, tremores, convulsões ou paralisia. A recuperação pode levar semanas ou meses, e sequelas permanentes são possíveis.
Não existe tratamento específico nem vacina para humanos. O manejo é de suporte: repouso, hidratação e analgésicos para casos leves. Casos graves exigem hospitalização, com fluidos intravenosos e cuidados intensivos. Antibióticos não têm efeito, por se tratar de vírus.
A EEE apresenta sintomas semelhantes, porém com taxa de letalidade de 30% a 50% e elevada probabilidade de sequelas neurológicas permanentes nos sobreviventes. O tratamento também é apenas de suporte.
Prevenção
As autoridades recomendam: vestir roupas de manga longa e calças, usar repelente com DEET, evitar atividades ao ar livre ao amanhecer e anoitecer (períodos de maior atividade dos mosquitos), drenar água parada e instalar ou consertar telas em residências. Roupas tratadas com permetrina também são indicadas.
Exposição acidental ao pesticida usado na pulverização não costuma causar problemas de saúde na maioria das pessoas, segundo a prefeitura, mas indivíduos com sensibilidade química ou condições preexistentes devem consultar médico. O produto é semelhante aos empregados no controle de pulgas e carrapatos em animais.
Mais informações estão disponíveis em mass.gov/mosquito-borne-diseases ou pelo telefone da Divisão de Epidemiologia do DPH: 617-983-6800.


