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Mais de metade dos detidos tinha antecedentes criminais; ação faz parte de intensificação das fiscalizações, que bateram recorde em julho
O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) anunciou, em 7 de agosto de 2026, a conclusão de uma operação de fiscalização migratória no estado da Geórgia que resultou na prisão de 1.226 estrangeiros sem status legal. A Operation Safe Community – Atlanta, teve foco na região metropolitana de Atlanta e prioritariamente em pessoas com histórico criminal.
De acordo com o comunicado oficial do ICE, 720 dos detidos (cerca de 59%) tinham condenações ou acusações nos Estados Unidos. Entre os crimes listados estão delitos sexuais, crimes contra crianças, agressão agravada, violência doméstica, condução sob efeito de álcool (DUI), tráfico de drogas, furto e porte ilegal de armas.
Marcos Charles, diretor executivo associado do Escritório de Operações de Execução e Remoção (ERO) do ICE, comentou os resultados em entrevista ao programa Fox & Friends. “Prendemos mais de 1.200 estrangeiros, imigrantes ilegais, na área de Atlanta, Geórgia. Mais da metade dessas pessoas tinham antecedentes criminais. Estamos falando de delitos sexuais, agressões e lesões, alguns com condenações por dirigir embriagado, violência doméstica. Essas pessoas precisavam ser retiradas das ruas, não só porque são criminosas, mas porque estão ilegalmente nos Estados Unidos”, afirmou.
Charles acrescentou que as operações devem continuar em todo o país. “Todos os dias, os homens e mulheres do ICE ERO estão nas ruas, aplicando as leis de imigração estabelecidas pelo Congresso. Assim, cuidamos da segurança da comunidade. Vamos viajar por todos os Estados Unidos fazendo o mesmo”, declarou.
Recorde de prisões e expansão das ações
A operação na Geórgia ocorre em um momento de forte intensificação das atividades do ICE. Em julho de 2026, a agência registrou aproximadamente 51 mil prisões de imigrantes sem status legal — o maior número mensal de sua história, superando o recorde anterior de cerca de 43 mil prisões em junho, segundo dados divulgados por fontes federais e reportagens da Fox News e da ABC News.
Paralelamente, o The New York Times revelou, no final de julho, que o ICE ampliou as prisões em aeroportos americanos. Agentes passaram a deter estrangeiros com vistos vencidos, inclusive cônjuges de cidadãos dos Estados Unidos, durante o check-in ou a chegada de voos domésticos. A prática, baseada em documentos oficiais e relatos de advogados de imigração, amplia o alcance das operações de deportação e tem gerado alertas entre defensores de direitos dos imigrantes.
No comunicado sobre a operação na Geórgia, o ICE destacou casos individuais de detidos com condenações por tráfico de metanfetamina, violência doméstica, crimes sexuais e maus-tratos a crianças. A agência afirma que a remoção dessas pessoas contribui para a segurança das comunidades locais.
As ações integram a estratégia de reforço da fiscalização migratória adotada desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca, com ênfase no aumento das deportações e na priorização de indivíduos com antecedentes criminais.


