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O governo do presidente Donald Trump informou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou mais de 175 mil vistos concedidos a cidadãos estrangeiros. A medida faz parte de uma política de verificação contínua iniciada em 2025 e se baseia em diversos motivos, que vão desde o descumprimento das condições de permanência até crimes e riscos à segurança nacional.
Segundo o comunicado oficial, as principais causas incluem violação dos termos dos vistos, envolvimento em delitos, incitação à violência contra cidadãos americanos, golpes aplicados a norte-americanos, abuso do sistema de imigração e ameaças à segurança do país. A maioria das revogações decorreu de encontros com as forças de segurança por atividades criminosas. Entre as infrações mais recorrentes estão agressão, direção sob efeito de álcool ou drogas, roubo e crimes relacionados a entorpecentes. O Departamento destacou ainda um número significativo de casos ligados a condução temerária, agressão sexual, abuso infantil, fraude, desvio de recursos e outros delitos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que inúmeros estrangeiros são deportáveis por razões de política exterior. O comunicado cita, entre outros exemplos, um cidadão cubano ligado a uma operação de influência do regime comunista de Havana e cidadãos iranianos com conexões com o regime de Teerã. Também é mencionado o caso de uma pessoa originária do Laos acusada de agressão sexual contra menores e que havia recebido indulto do governador de Minnesota, Tim Walz. Outro episódio destacado envolve um cidadão do Kuwait que expressou desejo de violência contra o presidente Trump e classificou os americanos como “inimigos”.
“As revogações são resultado das contínuas operações de verificação do Departamento de Estado, que garantem que os beneficiários dos vistos cumpram os termos das autorizações e não coloquem em perigo os americanos”, afirmou a autoridade. A administração Trump reiterou que o programa seguirá adiante contra qualquer pessoa considerada ameaça à segurança do povo norte-americano. “Um visto americano é um privilégio, não um direito”, reforçou o Departamento.
Diversos relatos apontam que o Departamento de Estado também cancelou vistos de autoridades estrangeiras, incluindo governadores e políticos mexicanos. A administração Trump, no entanto, recusou-se a divulgar estatísticas específicas sobre essas ações, embora não as tenha negado. “Em termos gerais, não temos comentários sobre as ações do Departamento em relação a casos específicos, devido à confidencialidade dos registros de vistos”, declarou um porta-voz.
No final de 2025, a agência Reuters noticiou que o governo americano havia revogado vistos de pelo menos 50 políticos e funcionários mexicanos, em sua maioria ligados ao partido Morena, no âmbito de uma ofensiva contra eventuais vínculos com organizações do narcotráfico.
O Departamento de Estado não apresentou números detalhados por categoria, mas listou exemplos genéricos, sem identificar nomes ou nacionalidades:
- Um homem acusado de estupro e agressão sexual grave, inclusive contra vítima com deficiência mental.
- Um homem acusado de sequestro, tráfico de pessoas e exploração sexual de menor.
- Uma pessoa detida por perturbação da ordem pública, resistência violenta à prisão, direção sob influência de álcool e violência doméstica.
- Um indivíduo que se apresentava como responsável por empresa legítima de auxílio a pacientes vulneráveis, mas que teria praticado fraude massiva no Medicaid, com faturamento superior a 5 milhões de dólares.
- Um homem que erigiu negócio baseado em mentiras, falsificando rendimentos e enganando investidores, causando prejuízo de milhões de dólares a clientes.
Turismo de nascimento e manifestações sobre Charlie Kirk
Em destaque especial, o governo americano informou que uma embaixada dos Estados Unidos no norte da África revogou mais de 100 vistos concedidos a pais que planejavam viajar ao país exclusivamente para dar à luz, de modo que os filhos obtivessem automaticamente a cidadania americana. O episódio se insere na escalada da atual administração contra o chamado “turismo de nascimento” — prática em que mulheres entram nos EUA com o único objetivo de gerar filhos cidadãos norte-americanos.
As revogações também alcançaram pessoas cujas manifestações, segundo especialistas, poderiam estar amparadas pela Primeira Emenda, mas que foram consideradas celebradoras do assassinato de Charlie Kirk. O Departamento citou, em um dos casos, a frase: “Quando os fascistas morrem, os democratas não se queixam”.
A política de verificação e cancelamento de vistos, segundo a Casa Branca, permanecerá ativa enquanto houver indícios de ameaça à segurança dos cidadãos americanos ou de abuso do sistema migratório.


