Da Redação
BOSTON – O humorista André Ferreira, intérprete do personagem caipira Sô Zé, revelou que precisa, com urgência, ser submetido a um transplante de rim. O artista, honrado com inúmeros prêmios nos Estados Unidos por sua atuação nos palcos, está em busca de um doador compatível e apela às milhares de pessoas que riram em seus shows e DVDs para encontrar quem possa ajudar a salvar sua vida.
Pela primeira vez em muitos anos, o ícone das piadas e das sátiras troca o riso pelas lágrimas. André foi diagnosticado com doença renal policística aos 38 anos de idade, quando, após uma partida de futebol em Ipatinga, Minas Gerais, foi parar no hospital com fortes dores de cabeça provocadas pela hipertensão arterial.
A doença renal policística é um distúrbio genético e hereditário caracterizado pelo crescimento de múltiplos cistos preenchidos por líquido em ambos os rins. Com o tempo, o aumento desses cistos pode ampliar o tamanho dos órgãos e prejudicar de forma progressiva a função de filtração renal.
André conta que sempre foi orientado a controlar a pressão, mas “jamais falaram sobre algum tratamento renal”.
“Minha primeira cólica renal foi em 2003, quando já estava morando nos Estados Unidos”, conta. “Nunca me falaram que eu precisava de dieta ou algum medicamento para o rim. Acho que nem existia algum remédio.”
Ele viveu nos EUA de 2002 a 2009 e voltou ao país definitivamente em 2016, quando recebeu sua residência permanente.
Mas apenas nos últimos dois anos os rins realmente começaram a perder suas funções, obrigando o artista a manter uma dieta rigorosa, sem a ingestão de derivados de leite e de ovos, entre outras restrições.
Seus rins funcionam atualmente com capacidade inferior a 10%, o que obrigou a criação de uma fístula arteriovenosa (acesso vascular que permite retirar e devolver um grande volume de sangue rapidamente) para o caso de necessidade imediata de hemodiálise.
André hoje tem uma rotina longe dos palcos e próxima dos hospitais. Para combater uma anemia profunda provocada pela doença, toma ferro na veia e injeções regularmente. Ainda assim, precisa trabalhar 12 horas por dia dirigindo um carro de aplicativo, e a linha artística se restringe ao programa na rádio Manchete USA que leva o seu nome.
Quem pode ser doador


