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NASHVILLE — A tentativa de executar Christa Gail Pike, de 50 anos, terminou em uma situação sem precedente conhecido nos Estados Unidos: depois de receber duas doses de pentobarbital, a condenada permaneceu viva e foi retirada de ambulância da penitenciária Riverbend Maximum Security Institution, em Nashville, Tennessee, para receber atendimento médico, informou a agencia Reuters.
A execução estava marcada para as 10h de quarta-feira (30), mas foi inicialmente suspensa pelo Tribunal de Apelações do Sexto Circuito, cerca de uma hora antes do horário previsto. Horas depois, a Suprema Corte anulou a suspensão e autorizou o Tennessee a prosseguir.
À noite, o procedimento finalmente começou. Testemunhas relataram que Pike permaneceu consciente e chegou a questionar os agentes sobre uma sensação no braço. Após a segunda aplicação da substância, ela continuou respirando e emitindo sons semelhantes a roncos. O procedimento foi interrompido, e uma ambulância deixou a prisão por volta das 22h30.
Pike havia sido condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em Knoxville, em janeiro de 1995, quando tinha 18 anos. O crime ocorreu em um centro de formação profissional para jovens.
A defesa havia alertado durante meses para possíveis complicações relacionadas ao acesso às veias e às condições médicas de Pike. Em agosto, um tribunal estadual manteve o protocolo de injeção letal.
Após a tentativa, o governador Bill Lee suspendeu as demais execuções previstas para 2026 e determinou uma revisão independente do ocorrido. O Departamento de Correções afirmou que seguiu o protocolo oficial.
Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.


