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A brasileira Jady Cristine Pereira Rosa, de 33 anos, foi encontrada morta na manhã de sexta-feira, 21 de agosto, no apartamento em que morava no complexo Carlton House, na Cecil Street, em Limerick, na Irlanda. A polícia local trata o caso como homicídio seguido de suicídio.
Por volta das 7h30, colegas de trabalho de Jady esperavam por ela do lado de fora do prédio para irem juntas à empresa de limpeza onde ela trabalhava. O companheiro da jovem, Judismar Weslei Batista, saiu do apartamento e disse às amigas que ela desceria em breve. Como ela não apareceu, as colegas acionaram a polícia.
Os agentes forçaram a entrada no imóvel e encontraram o corpo de Jady com ferimentos por arma branca. A autópsia, realizada no University Hospital Limerick, confirmou morte violenta. Os detalhes do exame não foram divulgados por razões operacionais.
Jady era natural de Sorocaba, no interior de São Paulo, e morava na Irlanda há cerca de três anos. Formada em Direito, trabalhava como faxineira em Limerick e era conhecida na comunidade brasileira da cidade.
Judismar Weslei Batista, também brasileiro e na faixa dos 30 anos, era companheiro de Jady há mais de uma década. Os dois dividiam o apartamento, participavam de eventos da comunidade brasileira e haviam estudado inglês juntos. Segundo fontes ouvidas pela imprensa irlandesa, o relacionamento havia terminado alguns meses antes.
Cerca de 12 horas depois da descoberta do corpo de Jady, na noite do mesmo dia 21, o corpo de Batista foi encontrado em rochas próximas ao Blackrock Castle, no Condado de Cork. A polícia acredita que ele tenha viajado de ônibus de Limerick para Cork e se suicidado. A busca pelo suspeito foi encerrada após a identificação do corpo.
A Garda Síochána (a policia irlandesa) classifica o caso como “murder-suicide”,mas mantém a investigação aberta para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Jady. Um investigador sênior coordena o inquérito a partir da delegacia de Henry Street, em Limerick.
A Embaixada do Brasil em Dublin acompanha o caso e presta assistência consular à família. Uma campanha de arrecadação para a repatriação do corpo e o funeral no Brasil já ultrapassou 25 mil euros. O empregador de Jady está cobrindo parte dos custos de transporte.


