MINNEAPOLIS – A família de Alex Pretti, enfermeiro de UTI de 37 anos morto a tiros por agentes da Customs and Border Protection (CBP) em 24 de janeiro de 2026, cobrou nesta terça-feira (25) respostas e responsabilização do governo federal. A declaração ocorreu em entrevista exclusiva ao programa Good Morning America, da ABC News, sete meses após o incidente.
Susan Pretti, mãe da vítima, afirmou: “Não me choquei que ele tenha ajudado alguém. Meu choque é que ele foi assassinado e ninguém nos deu a verdade completa nem ninguém foi responsabilizado. E já se passaram sete meses.” Ela falou ao lado do marido, Michael Pretti, e da filha Micayla.
Segundo testemunhas, Pretti gravava oficiais de imigração com o celular enquanto tentava ajudar uma mulher que havia sido empurrada ao chão por um agente. Os oficiais o cercaram; um deles retirou a arma que Pretti portava com porte legal. Em seguida, dois agentes dispararam várias vezes. O legista do Condado de Hennepin classificou a morte como homicídio. Os dois oficiais foram acusados de uso excessivo de força, mas não pelo assassinato.
A mãe afirmou que houve “mais esforço em vilipendiá-lo do que em buscar justiça e investigar o caso”. A então secretária de Segurança Interna Kristi Noem classificou a ação de Pretti como “ato de terrorismo doméstico”. O assessor da Casa Branca Stephen Miller o chamou de “terrorista doméstico” e “assassino”. O presidente Donald Trump escreveu no Truth Social que ele era “talvez” um “insurrecionista”.
Michael Pretti considerou as declarações “antipresidenciais” e afirmou que o filho apenas observava a atividade dos oficiais na comunidade, sem participar de protestos. A família soube da morte ao ver na televisão as imagens do filho sendo baleado.
O advogado da família, Steve Schleicher, declarou que os parentes têm o direito de saber quem atirou e que os responsáveis devem ser processados. O Departamento de Justiça abriu investigação de direitos civis logo após a morte. No mês passado, autoridades de Minnesota obtiveram imagens de câmeras corporais e outras evidências do governo federal.
O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, classificou o compartilhamento de evidências como “desenvolvimento positivo” no trabalho de garantir justiça.


