O crente, para ter uma vida cristã autêntica, precisa viver na dimensão dos ensinamentos trazidos pela Epístola de Tiago, no que concerne ao exercício de sua fé por meio da demonstração de suas obras: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
Na Epístola de Tiago, vemos que a fé é o vínculo do elo de nossa salvação, por meio de Jesus Cristo, autor e consumador de nossa fé (Hb 12.2). Logo, a nossa fé tem de ser confirmada pelas boas obras, como diz o texto: “Meus irmãos, que proveito se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?” (Tg 2.14).
Assim, apesar de as boas obras não garantirem a salvação, a sua manifestação é testemunho da experiência salvífica do crente (Ef 2.10; Tg 2.24).
O cristianismo puro e imaculado é exercido pela fé que se mostra por meio de nossas práticas e obras para o Reino de Deus.
Na Epístola de Tiago, ele faz uma pergunta interessante: “É possível haver fé sem obras?” (Tg 2.14-17). Esse questionamento que Tiago faz está coerente com os ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte (Mt 5.3-11). Por isso mesmo, ele chama a atenção dos crentes para as verdades das orientações que o Mestre Jesus fez e traz um alerta de que, se elas não forem praticadas, o crente estará fora da vontade de Deus.
Tiago conclui seu ensinamento dizendo: “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tg 2.24).
O crente desavisado pode pensar que Tiago está contradizendo o apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação mediante a fé. Na realidade, a Epístola de Tiago está simplesmente evidenciando que não se pode fazer separação entre a fé e as obras (Tg 2.17-18).
Nós fomos salvos para herdar a vida eterna e para fazermos as boas obras, como está escrito: “Bem vês que a fé coopera com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tg 2.22,24).
Ele dá o exemplo de Abraão, dizendo: “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem obras é morta? Porventura, o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras?” (Tg 2.20-21).
A Epístola de Tiago continua admoestando o crente sobre o quanto é necessário convencer-se de que a fé e as obras devem andar juntas. Ele chega ao ponto de comparar essa associação ao corpo com o espírito, ao dizer: “Porque assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2.26).
A mensagem de sua Epístola nos traz uma reflexão para entendermos que não fomos salvos por obras, mas fomos salvos para fazermos as boas obras.
Assim vejamos, pois:
- A fé sem as obras não pode caracterizar alguém como um verdadeiro salvo (Tg 2.14).
- A fé sem ações e de meras palavras não realiza nada ao necessitado (Tg 2.15).
- A fé sem obras não é real aos olhos do Senhor (Tg 2.17).
- A fé autêntica precisa demonstrar obras consistentes (Tg 2.18).
- A fé é vazia quando não há disposição de realizar as obras (Tg 2.20).
- A fé com as obras é aperfeiçoada (Tg 2.22).
- A fé e as obras devem andar juntas (Tg 2.26).
José Soares é Pr José Soares Leite, é Bacharel em Teologia, professor de ensino sistemático de estudos Bíblicos como Professor de Escola
Dominical e Faculdade de ensino


