Por : José Soares Leite,
Após uma escravidão de cerca de 430 anos, no Egito, Deus tira o povo de Israel para levá-los à terra prometida. No deserto do Monte Sinai, Deus ordena a Moisés, a construir um Tabernáculo. No interior do Tabernáculo, havia um pátio (Átrio). Logo em frente ao portão de entrada, cava o Altar de bronze do sacrifício e a Pia do lavatório (Ex 31.6- 9). Depois, vinha o santuário com duas divisões e seus utensílios (Ex 25.9; 26.1-15,30). Na primeira parte, cava o Lugar Santo, com o Altar de ouro ou incenso, a Mesa dos pães da Proposição e o Candelabro.
Depois tinha um véu de linho retorcido, nas cores azul, púrpura e carmesim, simbologia da perfeição de Cristo (Ex 26,31-34). Ele separava o lugar Santo do Lugar Santíssimo, onde estava a Arca da Aliança e o Propiciatório e sobre o qual havia dois querubins de ouro.
Ali era o local onde Deus manifestava sua presença no meio do seu povo (Ex 25.8; 37.6-9). Analisemos o altar de ouro, ou incenso, que era a última peça do Santuário. Ali Arão queimava o incenso aromáticos das especiarias duas vezes por dia. Pela manhã às 9 horas e à tarde às 3 horas.
Era uma simbologia do horário em Jesus Cristo foi cruci cado como aroma suave a Deus (Mt 27.45; Mc 15.25). O altar de ouro cava na mesma posição da Arca da Aliança, separado apenas pelo véu (Ex 30.1,6). Todas essas peças, exceto o Candelabro, eram feitas de madeira de acácia, que tipi cava a natureza humana que Jesus assumiu (Jo.1.1-2,14) e o revestimento de ouro puro, que tipifica a natureza divina de Cristo (Ex 37.1,25-28).
O Altar de Ouro tinha na parte superior quatro pontas adornadas com uma coroa de ouro ao redor. Anualmente o Sumo Sacerdote, aspergia sangue de animal nessa ponta no dia da expiação (Yom-Kipur) pela nação de Israel Ex 30.10; Lv 16.34). Nos dois lados do altar, havia duas argolas, com um varal, todo revestido de no ouro (Ex 37.25-28). No Santuário, o Sacerdote entrava com temor e tremor, para adorar a Deus e diante desse altar lhe oferecer um incenso precioso, preparado exclusivamente para prestar cerimônia ao Senhor.
A composição do incenso era especificamente preparada para ser queimado no altar de ouro, com as brasas tiradas do altar de bronze (Lv 16.12). A nuvem da essência do aroma perfumado, penetrava no Lugar Santíssimo, onde a presença de Deus se manifestava (Ex 30.1,7-8; 34-36).
A composição desse incenso era de uso exclusivo para o Senhor, não podia ser utilizado para outra finalidade (Ex 30.37-38). A essência era extraída de três ingredientes naturais, a saber: O Estoraque, era uma substância tirada da resina de uma árvore encontrada nos montes de Gileade. Simbolicamente, significava as orações espontâneas dos santos (Ef 5.20; Cl 3.17; 1Ts 5.18). O Ônica, era um perfume extraído de um molusco marinho, o Strombus, que vive no fundo dos mares orientais. Isso é uma gura das orações do crente, que deve clamar da profundeza de sua alma (Sl 130.).
O Gálbano, era uma essência extraída da trituração das folhas e galhos desse arbusto, encontrado na Arábia, Pérsia, Índia e África. Isso apontava para o poder da oração feita ao Pai, em nome de Jesus, que foi moído por nós (Is 53.5; Mt 6.9; 1Tm 2.5). O simbolismo do incenso sagrado da oração como oferenda ao Senhor, tem sido correspondida pelo Senhor.
O salmista Davi viu sua e cácia (Sl 141.1-2, 8-10). O mesmo acontecerá com os crentes que se dedicarem com fidelidade a Deus em adoração e sacrifício vivo (Rm 12.1-2; Ef 5.2; Fp 2.17; 2Tm 4.6).
José Soares Leite, é Pastor, Bacharel em Teologia e professor de ensino sistemático de estudos Bíblicos como Professor de Escola Dominical e Faculdade de ensino Teológico em Boston


