JSNEWS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a Turquia em 8 de julho de 2026, após a cúpula da Otan em Ancara, por meio de uma elaborada operação de dissimulação motivada por uma ameaça crível de assassinato atribuída ao Irã ou a forças proxy iranianas. A ação, revelada em detalhes pelo The Washington Post em 10 de agosto e corroborada por relatos do The New York Times e da Associated Press, envolveu a transferência do mandatário de um avião presidencial para outro via caminhão de serviço de bordo (catering).
Segundo fontes americanas oficiais familiarizadas com a operação e materiais revisados pelos jornais, Trump havia chegado a Ancara no dia 7 a bordo do novo Boeing 747-8 doado pelo Catar, já adaptado como Air Force One. Durante a cúpula, com a retomada de ataques americanos contra o Irã e a quebra de negociações, autoridades de inteligência identificaram a ameaça contra o presidente e a aeronave presidencial. O Serviço Secreto recomendou medidas extraordinárias.
Publicamente, Trump anunciou que deixaria a Turquia no Air Force One antigo — o 747 tradicional de cor azul-clara — “pelos velhos tempos”. Ele embarcou nessa aeronave à vista das câmeras de televisão e da imprensa no aeroporto de Ancara. O novo jato catarense já havia partido antes, com destino a uma base militar britânica.
Minutos depois do embarque visível, porém, o presidente e alguns assessores saíram do avião pelo lado oposto ao dos jornalistas. Foram transferidos por meio de um aminhão (ou contêiner) de catering — veículo típico de aeroporto usado para carregar refeições e suprimentos a bordo das aeronaves —, que o conduziu até um terceiro avião: um C-32A da Força Aérea americana (variante militar do Boeing 757, menor e mais discreto). Não se trata de caminhão de lixo, mas especificamente de equipamento de serviço de bordo, conforme descrito de forma unânime pelo Washington Post, New York Times e AP.
O Air Force One antigo decolou normalmente para a base RAF Mildenhall, no Reino Unido, com jornalistas e parte da equipe da Casa Branca a bordo. Esses passageiros — que não foram informados da troca — serviram de isca involuntária e foram orientados a baixar as cortinas das janelas. Trump, por sua vez, voou em segredo no C-32A até o Reino Unido. Lá, reuniu-se novamente com a comitiva e desembarcou publicamente de modo a manter a aparência de que havia viajado no avião oficial.
A operação, planejada em questão de horas, manteve o paradeiro real do presidente oculto por várias horas. Fontes citadas pelos jornais americanos destacam que medidas semelhantes já haviam sido usadas no passado, como em 2000, quando Bill Clinton empregou um jato não marcado para entrar no Paquistão enquanto o Air Force One oficial servia de distração.
A Casa Branca não negou os relatos. O diretor de comunicações, Steven Cheung, defendeu as precauções, afirmando que “existem muitos inimigos da América que têm o presidente na mira” e que o governo usa “todas as ferramentas disponíveis” para protegê-lo. Na época da cúpula, o próprio Trump havia declarado publicamente estar no topo das listas de alvos iranianos.
A revelação, feita mais de um mês depois do episódio, sublinha o nível de alerta de segurança em torno do presidente americano em meio ao conflito com o Irã e confirma que a troca de aviões foi muito além de uma simples preferência por “velhos tempos”.


