Tiago Prado
A energia na sala de guerra do Operador Summit, que reuniu um grupo seleto de empresários brasileiros em Boston ontem, era palpável. Mas não era a energia de um evento motivacional. Era a tensão focada de quem entende que o mercado americano mudou e que operar no piloto automático não é mais uma opção.
O recado de Tiago Prado e seu time de especialistas foi claro: para sobreviver e prosperar, a comunidade precisa de três pilares: união, um guia estratégico e adaptação tecnológica implacável. Mais do que palestras, o evento solidificou a importância da comunidade.
Em um país onde a jornada empreendedora pode ser solitária, ver uma sala com donos de negócios que faturam milhões e enfrentam os mesmos desafios, da margem de lucro à gestão de equipes, cria uma rede de segurança e colaboração insubstituível.
A mensagem implícita foi que a força coletiva é o primeiro passo para negociar com um mercado gigante.
O segundo pilar foi a clareza de ter um guia. Tiago Prado, ao lado de Fernanda Albuquerque (M&A), Daniel Ivanenko (Operações) e Eucimar Raposo (IA), não vendeu sonhos, mas entregou um mapa.
A transição de “operador” para “estrategista” passa por entender os números que realmente importam, como preparar a empresa para uma futura venda e, crucialmente, como usar a tecnologia para criar uma vantagem competitiva. E foi na adaptação tecnológica que o evento cravou sua tese mais urgente.
A apresentação de Eucimar Raposo sobre Inteligência Artificial não foi sobre um futuro distante. Foi sobre ferramentas aplicáveis hoje para automatizar processos, reduzir o custo de aquisição de clientes e, em última análise, proteger a margem de lucro. Em um cenário de alta pressão econômica, a IA deixou de ser um luxo para se tornar uma ferramenta de sobrevivência e crescimento. O Operador Summit não foi um ponto de chegada. Foi a entrega das armas para a batalha dos próximos 36 meses.
A comunidade saiu de lá não apenas com contatos, mas com um framework. A lição final é que, no novo cenário do mercado americano, o guia mostra o caminho e a tecnologia acelera a jornada, mas é a força da comunidade que garante que ninguém fique para trás.


