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BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação Rota Paralela, que mira um esquema criminoso dedicado à promoção de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos por rotas clandestinas que passam pelo México. A ação, deflagrada a partir de investigações iniciadas na região de Governador Valadares (MG), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e bloqueou bens e valores de até R$ 6,8 milhões.
Os mandados foram cumpridos em três endereços em Contagem, na Grande Belo Horizonte, e um em Água Boa, no Vale do Rio Doce. Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de veículos, imóveis e valores para assegurar eventual ressarcimento ao erário e impedir a dissipação de patrimônio ligado à atividade criminosa.
O nome da operação faz referência às “rotas paralelas” utilizadas pelos investigados — caminhos clandestinos e estruturas paralelas de intermediação que operam à margem dos procedimentos migratórios legais. Segundo a PF, o grupo atuava especialmente na rota conhecida como “cai-cai”, que cruza vários países da América Central até a fronteira americana.
Os alvos podem responder pelo crime de promoção de migração ilegal (previsto na Lei de Migração), além de outros delitos que venham a ser identificados, como lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade documental. Até o momento, não houve prisões. A investigação segue em andamento pela Delegacia da PF em Governador Valadares e pela Base de Enfrentamento à Promoção de Migração Ilegal em Minas Gerais.
A operação integra a Força Integrada II, mobilização nacional das FICCOs contra o crime organizado. O tema ganha relevância diante do aumento registrado de brasileiros tentando a entrada irregular nos Estados Unidos, especialmente após o endurecimento das políticas migratórias americanas.
A Polícia Federal não divulgou o número de migrantes envolvidos nem a identidade dos investigados, alegando sigilo das apurações.


