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Washington, 25 de maio de 2026 — O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, está avaliando a redução ou retirada de pessoal da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) em aeroportos internacionais de cidades santuário (sanctuary cities), termo usado para municípios que adotam políticas de tolerância ou limitação de cooperação com a imigração federal, especialmente com a ICE. Essas cidades geralmente se recusam a prender ou entregar imigrantes apenas por questões migratórias civis.
A proposta, ainda em fase de estudo interno e sem decisão final, funciona como instrumento de pressão política. Ela foi revelada pela revista The Atlantic e confirmada por Reuters, AP News e outros veículos. Mullin já havia mencionado a ideia em abril e reforçou-a em reunião privada com executivos de companhias aéreas no dia 13 de maio.
A Califórnia seria um dos estados mais afetados, com grandes hubs como Los Angeles (LAX), San Francisco (SFO), San Diego (SAN), Oakland (OAK) e San Jose (SJC) na mira. Uma redução de pessoal da CBP nesses aeroportos poderia causar atrasos graves, cancelamentos em massa e desvios de voos, gerando prejuízos bilionários para a economia do estado. Outros aeroportos citados incluem Boston Logan (BOS), John F. Kennedy (JFK) e Newark (EWR) em Nova York, Washington Dulles (IAD), Portland (PDX) e aeroportos em Chicago, Seattle, Denver e Filadélfia.
Qualquer implementação deve ocorrer após a Copa do Mundo da FIFA 2026, que termina em julho, para evitar disrupções durante o evento que trará milhões de turistas internacionais.
O setor de aviação reagiu com forte oposição. A U.S. Travel Association e a Airlines for America classificaram o impacto como “devastating”. Até o secretário de Transportes, Sean Duffy, manifestou desconforto. Analistas avaliam que uma aplicação ampla, especialmente na Califórnia, seria praticamente inviável do ponto de vista operacional e econômico, o que sugere que a proposta pode ser mais uma ferramenta de pressão do que uma medida de execução plena.
Por enquanto, segue como avaliação em curso, sem cronograma definido.


