Washington, 22 julho 2026 (JSNEWS) – Agentes de imigração dos Estados Unidos prenderam um número recorde de pessoas em junho, segundo dados oficiais que mostram a intensificação silenciosa das operações sob o governo Donald Trump.
De acordo com análise do jornal The Guardian baseada em números divulgados pelo Immigration and Customs Enforcement (ICE), foram 43.138 prisões em junho — o maior número desde a posse de Trump em janeiro de 2025, quando ele prometeu uma campanha de deportações em massa.
O total de imigrantes detidos também subiu: eram 65.765 pessoas em 11 de julho, um aumento de 5.450 desde abril. Embora abaixo do recorde de 70.770 registrado em janeiro, o número continua elevado. Mais da metade dos detidos não tem antecedentes criminais.
Desde janeiro de 2025, o governo Trump já deportou mais de 590.600 pessoas. Com um orçamento extra de US$ 70 bilhões para o Departamento de Segurança Interna, a ICE vem ampliando operações internas, priorizando prisões em locais de trabalho, residências e paradas de trânsito, em vez de grandes operações visuais.
Comunidades imigrantes estão em alerta após a morte de dois homens — Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, e Joan Sebastián Durán Guerrero, de 26 — em incidentes com agentes da ICE na mesma semana, o que gerou protestos em várias cidades.
Advogados e ativistas relatam que as prisões agora ocorrem de forma mais discreta e rotineira, inclusive durante check-ins obrigatórios nos escritórios da ICE ou em abordagens de polícia local. Muitos imigrantes são detidos sem aviso prévio, o que dificulta o monitoramento por parte de defensores de direitos.
O ICE atrasou a divulgação de dados por meses, citando “paralisação do governo”. A agência só atualizou os números nesta semana, atendendo a cobranças do Congresso e da imprensa.
Os 43 mil prisões de junho superam o recorde anterior de maio de 2019, quando a maioria das detenções ocorria na fronteira sul. Agora, a maior parte é feita internamente pela ICE.
A estratégia reflete a meta da Casa Branca de chegar a 2 mil prisões diárias, com apoio crescente de forças policiais estaduais e locais. (JSNEWS)


